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Rajoy pede ao PSOE diálogo e pactos para a estabilidade

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No debate sobre a sua investidura como primeiro-ministro, o líder do Partido Popular lançou apelos aos socialistas e afirmou que “as ideologias evoluíram, as diferenças são menores”

Na sua intervenção inicial, esta quinta-feira, no segundo dia do debate parlamentar sobre a sua investidura como primeiro-ministro espanhol, o líder do PP Mariano Rajoy apelou a todas as forças políticas para que contribuam para a “unidade da Espanha” e para a manutenção da “soberania nacional”, pedindo especificamente ao PSOE para “atuar com responsabilidade”, permitindo que se abra uma etapa de “consensos”.

Rajoy pediu ao maior partido da oposição abertura para o “diálogo” e para o estabelecimento de “pactos para a estabilidade”.

Antes, interviera o porta-voz do PSOE Antonio Hernando, que justificou a decisão do seu partido se abster e viabilizar o Governo do PP, afirmando que “o tempo nos dará razão”. Hernando disse que a “Espanha” precisa do seu partido para “sair do bloqueio” e de “meses de paralisação”, recordando outras decisões difíceis que o PSOE teve de tomar no passado, “pondo os interesses dos cidadãos à frente dos do nosso próprio partido”, como quando viabilizaram a adesão do país à NATO em 1986. “Nós não gostamos de si, não gostamos das suas políticas, mas gostamos da Espanha”, acrescentou.

Dirigindo-se depois diretamente ao PSOE, Rajoy respondeu que “as ideologias evoluíram, as diferenças são menores”. Uma frase que provocou aplausos dos deputados do Unidos Podemos, que a entenderam no sentido de reforçar a sua tese de que irá ocorrer uma aliança entre o PP, o PSOE e o Cidadãos.

“Não há nenhum acordo com o PSOE, mas para eu poder governar estou consciente de que essa governabilidade terá de ser trabalhada dia a dia. Esta legislatura será difícil para o governo, tenho isso muito claro, mas estamos aqui 350 deputados”, comentou em seguida.

O líder do PP começou por apresentar esta quarta-feira o seu programa de governo, dando inicio ao debate da sua investidura, que deverá terminar este sábado, dia em que se espera que seja aprovado em segunda votação com o apoio do partido Cidadãos e do deputado da Coligação Canária.

A tomada de posse terá impreterivelmente de ocorrer até segunda-feira, pois é a data limite segundo estipula a Constituição espanhola.