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“Mas a América é, por acaso, alguma república das bananas?”, pergunta Putin

MIKHAEL KLIMENTYEV/KREMLIN POOL/EPA

O Presidente russo, presente num encontro anual de analistas e académicos em Sochi, diz que a ideia de que o seu país representa uma “ameaça militar não passa de um mito”

Helena Bento

Jornalista

A polémica em torno da alegada interferência da Rússia nas eleições norte-americanas resulta de uma "histeria" de que Vladimir Putin não quer ter nada a ver. “Mas a América é, por acaso, alguma república das bananas? A América é uma grande potência. Mas se eu estiver errado, por favor corrijam-me”, disse o Presidente russo no Valdai International Discussion Club, um evento que reúne todos os anos analistas e académicos em Sochi, na Rússia.

Putin respondia, assim, às acusações de que Moscovo tentou interferir a favor do candidato republicano Donald Trump nas eleições norte-americanas de 8 de novembro, através de ataques informáticos contra pessoas e instituições norte-americanas. O Presidente russo aproveitou ainda a ocasião para desmentir as acusações de que o seu país está a preparar um ataque e de que tem ambições de impor o seu poder a nível global, considerando essa ideia de que a Rússia representa uma “ameaça militar não passa de um mito”. A única coisa que Moscovo pretende, assegurou, “é que as várias nações estejam protegidas de igual forma”.

Os líderes europeus acusaram recentemente a Rússia de levar a cabo atividades contra a União Europeia (UE), desde violações do espaço aéreo, campanhas de desinformação, ataques informáticos e interferência de processos políticos dentro da UE.

“Tendo em conta estes exemplos, é claro que a estratégia russa é enfraquecer a UE. Fizemos uma analise sóbria da realidade e não há ilusões”, disse o presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, garantindo que os Estados-membros vão manter-se unidos na resposta a Vladimir Putin.

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    A maioria dos analistas previa algumas explosões de bombas mediáticas na sexta-feira, a dois dias do segundo debate entre Hillary Clinton e Donald Trump. Mas ninguém antecipava que, de uma assentada, três revelações distintas viessem definir tão profundamente as 48 horas mais marcantes da corrida deste ano à Casa Branca — e o consequente frente a frente que os candidatos presidenciais tiveram esta madrugada. A um mês da ida às urnas, há quem antecipe que a gravação de 2005 onde Trump se gaba de abusar sexualmente de mulheres porque é uma “estrela” vai cair no esquecimento até lá, como todas as outras acusações que já surgiram contra o candidato republicano. Apesar disso, há unanimidade entre os especialistas consultados pelo Expresso sobre a democrata ter a eleição quase garantida