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Dois fortes sismos no centro de Itália

MATTEO CROCCHIONI / EPA

Menos de duas horas depois de ter sido registado um forte abalo, o centro do país votou a tremer. “De momento, há dois feridos em Visso. Várias destruições materiais também foram assinaladas”, segundo um comunicado da Proteção Civil italiana.

O centro de Itália voltou a tremer. No espaço de duas horas, o centro do país foi atingido por dois fortes abalos. O último registou-se pelas 21h18 (20h18 em Lisboa), com uma magnitude de 5,9, segundo a Proteção Cilvil italiana, e de 6,0, segundo Instituto Geológico dos Estados Unidos O epicentro foi a dois quilómetros de Visso e a dez quilómetros de profundidade. O abalo foi sentido em Roma (a mais de 200 quilómetros do epicentro).

“Um novo forte sismo foi sentido em toda a região de Itália. A partir dos dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia o terremoto de magnitude 5,9 foi registrado nas províncias de Macerata e Perugia às 21h18. A localização próxima do epicentro são novamente Castelsantangelo sul Nera, Visso, Ussita e Preci”, lê-se na página da Proteção Civil.

O primeiro forte abalo foi sentido esta quarta-feira pelas pelas 19h11 – menos uma hora em Lisboa -, com magnitude de 5,4 e com epicentro na zona que fica entre Macerata e Perugia. “O tremor, muito forte, com duração de poucos segundos” foi sentido em todo a região do Marche, escreve o jornal "Corriere della Sera”.

A cidade mais próxima do epicentro, a 9,3 km de profundidade, é Castel Sant'Angelo, no Vale do Nera. O abalo causou um enorme pânico, e foi sentido em zonas que já tinham sido afetadas pelo terramoto de 24 de agosto.

Seguiram-se pelo menos mais três, mas de menor intensidade: um de magnitude 2.6 às 19h21, outro de 2.5 às 19h24 e, por fim, às 19h36 de 2.8.

Edifícios colapsaram. Não há registo de vítimas mortais

“De momento, há dois feridos em Visso. Várias destruições materiais também foram assinaladas”, segundo um comunicado da Proteção Civil italiana.

“Foram 15 segundos muito assustadores” disse ao Expresso um italiano residente em Roma pouco depois de ter sido sentido o primeiro sismo: “Estava a trabalhar com o computador, na secretária, e senti mais este [abalo] que o de 24 de agosto”.

“A RAI diz que uma hora depois” do primeiro abalo “não há notícia de mortos. No entanto, o sismo atingiu aldeias pequenas que estão isoladas”, e algumas delas sem luz como é o caso Castel Sant'Angelo, onde se registou o epicentro, a 9,3 km de profundidade.

“O centro do sismo fica num sítio onde se cruzam quatro regiões: Umbria, Marche, Lazio e Abruzzo”, disse o italiano residente em Roma com quem o Expresso falou.

“Estamos sem palavras. Estávamos numa reunião quando começou a atividade sísmica. Agora, estamos cerca de 15 pessoas na praça em frente à Câmara Municipal, há edifícios que colapsaram e não há registo de vítimas, mas não há luz e está a chover”, diz o presidente da Câmara de Castel Sant'Angelo, Mauro Falcicco, onde se registou o epicentro do sismo, citado pelo “Corriere Della Sera”.

Esta sucessão de sismos acontecem dois meses e dois dias depois do grande sismo de Amatrice, que fez quase 300 mortos e milhares de desalojados, os italianos da região da Umbria voltaram a sentir a terra a tremer.

  • Itália, um longo historial de sismos

    Recuando até 1915, a lista de ocorrências sísmicas no país recorda abalos particularmente trágicos, como o que matou mais de 2700 pessoas, em 1980. Em 2012, as regiões da Emilia Romagna e Bondeno foram notícia, pelos piores motivos. Assis, cidade vizinha ao sismo desta quarta-feira, ainda não esqueceu o abalo de 26 de setembro 1997, que provocou 11 mortos e danos em património histórico, como a Basílica de São Francisco