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Socialistas espanhóis decidem abster-se e viabilizar novo Governo de Rajoy

SERGIO BARRENECHEA/EPA

Está aberta a porta para um novo Governo em Espanha, sem que seja necessária a realização de eleições

O comité federal do PSOE decidiu este domingo abster-se na segunda votação para a investidura do candidato do Partido Popular, Mariano Rajoy, com 139 votos a favor e 96 contra, e duas abstenções.

Este resultado abre assim a porta à formação de um novo Governo do PP (no poder em Espanha) antes do final do mês de outubro, o que inviabiliza a realização de umas terceiras eleições. Agora fica por decidir se os 85 deputados socialistas vão abster-se em bloco ou se apenas 11 o irão fazer, sendo este ó númemro necessáriopara que a investidura de Rajoy seja possível.

A decisão tomada esta tarde põe fim a dez meses de impasse político em Espanha. A saída do ex-líder Pedro Sánchez foi decisiva para este desfecho, uma vez que este era o principal opositor a uma alternativa de Governo com Rajoy na liderança.Defendia com firmeza o "não" a Rajoy contra os partidários da "abstenção" que acabaram por sair vencedores. Os defensores do "não" receiam que a decisão dos socialistas possa significar que a coligação de partidos radicais de esquerda Unidos Podemos, a terceira força mais votada, passe a liderar a oposição ao PP.

O líder provisório do PSOE, Javier Fernandez, tem insistido que "abstenção não significa apoiar" o novo Governo.

O rei Felipe VI realiza segunda e terça-feira uma ronda de consultas com todos os partidos com assento no parlamento para verificar se há condições para apresentar um candidato à investidura. Depois, caberá ao Rei voltar a apresentar o nome de Mariano Rajoy para chefiar o Governo. No caso de um novo Executivo não entrar em funções até ao fim deste mês, Felipe VI teria de dissolver o Congresso dos Deputados e marcar eleições.

O Congresso dos Deputados (parlamento) deverá reunir-se a partir de quarta-feira, esperando-se que uma primeira votação na quinta-feira chumbe a investidura do líder do PP que, no entanto, passaria na segunda votação, prevista para sábado, com a abstenção dos deputados socialistas.

O PP foi o partido mais votado em 20 de dezembro de 2015 e em 26 de junho último, mas sem maioria absoluta ou os apoios necessários para formar Governo.