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Internacional

Venezuela vai criar “corredor cívico-militar” para garantir segurança e abastecimento à população

FEDERICO PARRA/GETTY

Numa altura em que aumentam os protestos pela escassez e falta de abastecimento de produtos, o anúncio foi feito pelo Presidente Nicolás Maduro. Via será estabelecida entre a cidade de Caracas e o estado de Vargas, onde se encontra o principal aeroporto do país

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta sexta-feira que criará um "corredor" cívico-militar entre a cidade de Caracas e o estado de Vargas, onde se encontra o principal aeroporto do país.

O novo corredor, explicou Maduro, fará parte da Região de Defesa Integral Central (REDI) e terá como propósito garantir a segurança e o abastecimento da população.

Segundo o Chefe de Estado, naquela região a população está "sujeita a grupos paramilitares", um problema "que tem de ser resolvido".

Por outro lado, o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, explicou que o centro de operações do novo corredor estará situado no comando da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar)

Um relatório divulgado esta semana pelo Observatório Venezuelano de Conflituosidade Social (OVCS) dá conta de que em setembro os venezuelanos realizaram pelo menos 543 protestos, principalmente pela escassez e falta de abastecimento de produtos.

"Esta cifra equivale a 18 protestos diários em todo o país. Em comparação com igual mês do ano passado e representa um aumento de 11%", afirma.

O relatório explica que "no mês de setembro continuou a situação de insegurança alimentar na Venezuela, caraterizada pela falta de abastecimento, escassez e carestia de produtos", sendo "a principal causa de mobilizações e ações de rua, principalmente de vizinhos".

A organização acrescenta também que houve mais 25% de protestos pelo elevado custo dos alimentos comparativamente a setembro de 2015.

"Em setembro foram documentados 21 saques e 33 tentativas (frustradas) de saques, 100% mais que em setembro de 2015. Os saques e as tentativas de saque continuam em todo o país. No entanto, ao observar os 678 casos documentados pelo OVCS durante os nove meses de 2016, aprecia-se uma clara diminuição desde o passado mês de julho (73 saques e 46 tentativas)", explica.