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Internacional

“A estratégia russa é enfraquecer a UE”

Os 28 acusam a Rússia de tentar enfraquecer a União Europeia. No final do primeiro dia de Cimeira, os chefes de Estado e de Governo dizem que estão unidos na resposta a Vladimir Putin

Os líderes europeus apontam o dedo às atividades russas contra a União Europeia. “Desde violações do espaço aéreo, campanhas de desinformação, ataques informáticos, interferência de processos políticos dentro da UE”, enumerou o presidente do Conselho Europeu, no final do primeiro dia de Cimeira.

Donald Tusk referiu ainda a tentativa de instrumentalização, por parte de Moscovo, da investigação à queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, na Ucrânia.

“Tendo em conta estes exemplos é claro que a estratégia russa é enfraquecer a UE. Fizemos uma analise sóbria da realidade e não há ilusões”, disse Tusk, sublinhando que os estados-membros vão manter-se unidos em qualquer resposta a Vladimir Putin.

“Aumentar a tensão com a Rússia não é a nossa intenção, estamos apenas a reagir aos movimentos russos”, disse, adiantando, no entanto, que a “UE está sempre disponível para o diálogo”.

Esta quinta-feira, os chefes de Estado e de Governo discutiram ainda a situação na Síria.

“O Conselho Europeu condena fortemente os ataques do regime sírios e dos seus aliados, em particular a Rússia, contra civis em Alepo”, diz o texto de conclusões finais da reunião.

No documento preferiram não utilizar a palavra “sanção” ou “medida restritiva”, mas dizem que a UE poderá considerar “todas as opções disponíveis” de resposta, caso “as atrocidades continuem”.

Tusk gostava que saída do Reino Unido fosse reversível

Em Bruxelas, os líderes receberam pela primeira vez Theresa May. A primeira-ministra britânica confirmou perante os restantes colegas que “invocará o artigo 50 antes do fim de março”. Só depois do pedido formal de saída, é que os 27 estão dispostos a negociar as condições da partida do Reino Unido e a futura relação que o país vai ter com a União Europeia.

Questionado sobre se o “acionar do artigo 50” é irreversível, o presidente do Conselho Europeu respondeu que essa decisão está nas mãos dos britânicos mas que seria “o homem mais feliz se fosse reversível”.

“Eu preferiria o formato de 28 Estados-membros, não apenas durante os próximos meses, mas sim durante os próximos anos e décadas”, disse Donald Tusk, acrescentando, no entanto, que é preciso respeitar o resultado do referendo e dar início às negociações formais de saída.