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Iraque destaca tropas de elite para a reconquista de Mossul ao Daesh

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O primeiro-ministro iraquiano diz que a operação conjunta que integra combatentes curdos está a avançar mais rápido do que o esperado e que estão a fazer todos os possíveis para criarem corredores humanitários que permitam a saída das cerca de 1,5 milhões de pessoas que se encontram na cidade

O envio de tropas de elite iraquianas, também conhecidas como forças antiterroristas, foi o último reforço na operação em curso desde segunda-feira para a reconquista da cidade de Mossul ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou que a operação conjunta que lançaram com os combatentes curdos peshmerga está a avançar mais depressa do que previram.

“As forças estão a avançar para o centro da cidade mais rapidamente do que nós pensámos e mais depressa do que planeámos para esta operação”, afirmou al-Abadi, frisando que estão a ser feitos todos os esforços para a criação de corredores humanitários que permitam a saída das cerca de 1,5 milhões de pessoas que se encontram na cidade.

O major-general iraquiano Maan al-Saadi indicou que as forças de elite avançaram na cidade de Bartella com o auxílio dos ataques aéreos da coligação liderada pelos Estados Unidos e da artilharia pesada, no quarto dia da operção em curso pela reconquista da segunda maior cidade iraquiana e o maior reduto do Daesh no país.

As tropas especiais devem liderar a entrada na cidade, dentro da qual são esperados intensos combates, que podem prolongar-se por várias semanas.

Mossul foi tomada pelo Daesh em 2014 e apesar de haver indicações de que alguns dos seus combatentes terão abandonado a cidade nos últimos dias, estima-se que ainda lá permaneçam cerca de 5 mil combatentes jiadistas.

Também não se sabe se o líder do Daesh Abu Bakr al-Baghdadi ainda se encontra ou não na cidade.

O Presidente francês François Hollande advertiu que os jiadistas estão a fugir para Raqqa, o reduto do Daesh na Síria, e que são necessários esforços para os travar. As declarações foram proferidas na cimeira internacional, a decorrer em Paris, sobre o futuro de Mossul.

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    Este é o primeiro grande grupo de residentes da cidade iraquiana sob controlo do Daesh desde 2014 a conseguir escapar para o país vizinho em plena ofensiva de Bagdade e da coligação internacional para reconquistar a cidade, iniciada esta segunda-feira e que deverá durar pelo menos dois meses

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    Acusação foi feita pela administração norte-americana, que garante que há “planos e infraestruturas” em marcha para lidar com a potencial crise humanitária gerada pela batalha para reconquistar o último bastião do autoproclamado Estado Islâmico no Iraque. Comandante das forças curdas no terreno diz que vai levar dois meses até operação estar concluída

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    A ofensiva que as forças iraquianas lançaram esta segunda-feira para reconquistar o último bastião do Daesh no país, com o apoio aéreo da coligação internacional, vai durar meses e terá um elevado preço, sobretudo humano. Há um milhão e meio de pessoas encurraladas na cidade, muitas já a tentar fugir da cidade, rodeada por um “rio de fogo”. A ONU antecipa o êxodo de até um milhão de pessoas mas só tem garantidos campos de acolhimento para menos de um quinto delas. Na Europa há receios de que o derradeiro golpe contra os jiadistas no Iraque multiplique os atentados no continente. E entre os iraquianos reina o medo de voltarem a ficar entregues às lutas sectárias e brutais que se disseminaram nos últimos 13 anos