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Internacional

Obama: o último jantar

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Barack Obama e Matteo Renzi durante a execução dos hinos na cerimónia de chegada à Casa Branca

KEVIN LAMARQUE / REUTERS

O mandato de Barack Obama chega ao fim em janeiro de 2017. No seu último jantar de Estado, o Presidente recebeu na Casa Branca o primeiro-ministro italiano

“Guardámos o melhor para o fim”, foram as palavras proferidas pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, ao primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, e sua mulher Agnese Landini, ao recebê-los na Casa Branca para o seu último jantar de Estado, na terça-feira.

A refeição, servida a cerca de 400 convidados, foi preparada pelo chef Mario Batali (nascido nos EUA e de ascendência italiana), que apresentou pratos combinando as tradições gastronómicas italianas e americanas. A cantora ítalo-americana Gwen Stefani foi convidada para cantar depois do jantar.

No seu discurso, Barack Obama relembrou como a democracia americana sempre teve um toque italiano e deu como exemplo o Lincoln Memorial, em Washington D.C., cujo interior foi desenhado por italianos. O Presidente norte-americano brindou à aliança duradoura entre os dois Estados.

Política e descontração

Com o referendo constitucional em Itália a 4 de dezembro, onde se irá votar uma reforma que prevê a redução dos poderes do Senado e o reforço do Executivo, e com as eleições presidenciais norte-americanas a 8 de novembro, tanto o primeiro-ministro como Obama comentaram os acontecimentos durante o jantar.

“Tenho a sensação que os nossos amigos americanos estão um bocadinho mais interessados nos acontecimentos de dia 8 de novembro do que na reforma constitucional italiana, mas nós também”, comentou Renzi, provocando gargalhadas.

“Enquanto luta pela causa da sua reforma, saiba que nós estamos ao seu lado. Acredito que Itália e o mundo vão continuar a beneficiar da sua liderança ainda durante muitos anos”, referiu o Presidente norte-americano dirigindo-se a Renzi enquanto fazia um brinde.

Obama foi anfitrião de 13 jantares de Estado durante os seus dois mandatos na Casa Branca, mais dois que George W. Bush, mas ainda assim um número reduzido quando comparado com os 28 de Bill Clinton.