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Manifestações e ajuntamentos públicos proibidos em Ancara

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O gabinete do governador da capital turca justifica a proibição com informações recolhidas pelos serviços secretos de que estariam a ser preparados atentados

As autoridades de Ancara baniram a realização de manifestações e de ajuntamentos públicos até ao fim de novembro, em sequência de informações recolhidas pelos serviços secretos de que estariam a ser preparados atentados na capital turca, que tem sido alvo de atentados bombistas desde o ano passado.

A decisão anunciada pela gabinete do procurador ocorre após a Turquia ter iniciado, há cerca de dois meses, uma intervenção militar na Síria, procurando apoiar os rebeldes no sentido de afastar os militantes do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) das zonas próximas da sua fronteira.

O gabinete do procurador justificou a decisão pelos receios de que manifestações e ajuntamentos se tornariam alvo de eventuais atentados.

A proibição estará em vigor até 30 de novembro, sendo decretada no âmbito das regras especiais do estado de emergência imposto após a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho. Milhares de pessoas têm sido detidas desde então, numa vasta operação que gerou inúmeras acusações de que o regime turco terá aproveitado a situação para reprimir as forças da oposição.

Há cerca de um ano, um atentado suicida numa estação de comboios de Ancara, atribuído ao Daesh, causou mais de 100 mortos. E em março, um atentado com um carro bomba num terminal de transportes, atribuído a militantes curdos, causou 34 mortos.