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Conselheiro militar de Obama admite ter mentido sobre fuga de informações

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James Cartwright à saída do tribunal

GETTY

O ex-vice-presidente das chefias militares conjuntas de pessoal poderá ser condenado a seis meses de prisão por ter falado a um jornalista do “New York Times” sobre uma operação secreta de um ciberataque contra instalações nucleares iranianas e. posteriormente, ter mentido sobre isso ao FBI

O general James Cartwright concordou esta segunda-feira, perante um juiz de um tribunal de Columbia, nos Estados Unidos, declarar-se culpado por ter mentido ao FBI, ao ter declarado que não falara a jornalistas sobre uma operação relacionada com o programa nuclear iraniano.

Ex-vice-presidente das chefias militares conjuntas de pessoas e conselheiro do Presidente Obama, o militar foi interrogado durante cerca de meia hora sobre essas conversas com jornalistas, entre os quais David Sanger, do “The New York Times”.

Sanger escreveu um livro onde descreve a operação conjunta, entre os Estados Unidos e Israel, que implantou o cibervírus “Stuxnet”, que supostamente destruiu ou danificou centrigugadoras usadas pelo Irão em 2010 para enriquecer urânio.

“Após os investigadores terem mostrado a Cartwright uma lista de citações e de declarações do livro de David Sanger, algumas das quais contendo informações confidenciais, Cartwright declarou falsamente aos investigadores que ele não era a fonte”, referiu a acusação dos procuradores.

“Foi errado da minha parte ter enganado o FBI em 2 de novembro de 2012, e aceito total responsabilidade relativamente a isso”, declarou o general perante o tribunal. “Eu sabia que não era a fonte da história e não queria ser culpado pela fuga. O meu único objetivo ao falar com os jornalistas foi proteger os interesses e as vidas dos americanos; eu amo o meu país e continuo até hoje a fazer tudo o que está ao meu alcance para o proteger”, acrescentou.

Apesar de teoricamente poder ser condenado até cinco anos de prisão, a admissão de culpabilidade surge como parte de um acordo estabelecido entre os procuradores e os advogados de defesa do militar, no âmbito do qual a sua sentença será reduzida ao pagamento de uma multa de cerca 455 dólares ou até seis meses de prisão.

Atualmente com 67 anos, Cartwright aposentou-se em 2011 com a patente de general de quatro estrelas.