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Morreu o polémico Motorola

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ALEXANDER KHUDOTEPLY / Getty

Visto por uns como herói e por outros como um criminoso de guerra, um dos rostos mais conhecidos dos separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia morreu este domingo

Um dos rostos mais conhecidos da Guerra no Leste da Ucrânia morreu vítima de um atentado à bomba em Donetsk, bastião dos rebeldes pró-russos. Segundo uma agência de notícias local, pró-separatista, Arsen 'Motorola' Pavlov tinha 33 anos.

Este comandante da forças pró-russas que certo dia admitiu, durante uma entrevista, ter abatido 15 prisioneiros de guerra, morreu quando uma bomba colocada num elevador do bloco de apartamento onde vivia atualmente explodiu.

Antes de cruzar a fronteira, em 2014, e alistar-se nas forças rebeldes apoiadas pela Rússia que almejam a constituição das duas autoproclamadas repúblicas (separatistas) de Lugansk e Donetsk, o homem que tinha como nome de guerra ‘Motorola’ trabalhava numa estação de serviço.

Segundo o porta-voz do ministro da Defesa da autoproclamada república popular de Donetsk, Denis Pushilin, a morte de Pavlov está a ser investigada como “um atentado terrorista levado a cabo por forças especiais ucranianas”.

Visto como um herói na autoproclamada república popular de Donetsk, onde casou a 11 de julho de 2014 com com Elena Kolenkina, há muito que Kiev pretendia julgá-lo por crimes de guerra.

O conflito no leste da Ucrânia, desencadeado em abril de 2014, já provocou mais de 9500 mortos e dezenas de milhares de deslocados e refugiados.