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WikiLeaks divulga discursos de Hillary Clinton para a Goldman Sachs

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BRENDAN SMIALOWSKI/ Getty Images

Entre outros assuntos, os discursos mostram Clinton a partilhar opiniões sobre regulação financeira, sobre as relações com o Presidente russo Vladimir Putin e os efeitos negativos de anteriores divulgações da WikiLeaks para a política exterior norte-americana

Três dos discursos pagos que a candidata à Casa Branca Hillary Clinton fez para o banco de investimento Goldman Sachs foram divulgados no sábado pela WikiLeaks, revelando laços entre a democrata e Wall Street.

A campanha de Clinton não comentou sobre a autenticidade dos discursos, que faziam parte de um conjunto de documentos roubados dos emails do diretor de campanha John Podesta e divulgados pela WikiLeaks.

A campanha da candidata responsabilizou o Governo russo pela pirataria informática, uma posição partilhada pelo Governo norte-americano, e acusou a WikiLeaks de tentar ajudar o rival republicano de Clinton, Donald Trump.

Entre outros assuntos, os discursos mostram Clinton a partilhar opiniões sobre regulação financeira, sobre as relações com o Presidente russo Vladimir Putin e os efeitos negativos de anteriores divulgações da WikiLeaks para a política exterior norte-americana.

Num discurso em outubro de 2013 na Goldman Sachs, Clinton sugeriu que algo devia ser feito para controlar os abusos de Wall Street “por motivos políticos”. “Havia também a necessidade de fazer algo por motivos políticos, se fores um membro eleito do Congresso e muitas pessoas no teu distrito eleitoral estiverem a perder empregos e a encerrar os seus negócios e toda a gente na imprensa disser que a culpa é de Wall Street, não podes ficar quita e não fazer nada”, afirmou.
Clinton fez estes discursos pagos ao gigante financeiro no período entre ter deixado de ser secretária de Estado e ter lançado a sua campanha eleitoral.

Os discursos de Clinton à Goldman Sachs têm sido alvo de críticas durante a campanha, quer durante as primárias disputadas com Bernie Sanders, que argumentou que a candidata não podia eficazmente regular empresas que lhe tinham pago, quer agora contra Donald Trump, que considera que Clinton manifestou preferência pela autorregulação de Wall Street, contrariando o seu discurso público.