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Trump acusa Hillary de estar “dopada” no último debate presidencial

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O candidato republicano desafiou a adversária democrata a fazer um teste de despiste de drogas antes do último dos três debates televisivos, que está marcado para a próxima quarta-feira. Se Hillary fizer o teste, ele também o fará, garantiu

Helena Bento

Jornalista

Donald Trump acusou Hillary Clinton de estar sob efeito de drogas no último debate presidencial, que decorreu no domingo passado em St. Louis, no Missouri (EUA).

O próximo encontro entre os dois candidatos está marcado para a noite de 19 de outubro (próxima quarta-feira), e Donald Trump desafia a adversária democrata a fazer um teste de despiste de drogas antes do último dos três debates televisivos desta campanha, disponibilizando-se ele próprio para fazer o mesmo teste. “Os atletas são obrigados a fazer um teste de drogas. Acho que devíamos fazer um teste desses antes do debate. Porque é que não fazemos isso?”, atirou Trump, durante um comício no sábado em Portsmouth, New Hampshire. “Não sei o que se passa com ela: no início do último debate, estava toda acelerada e, no fim, já pedia 'Levem-me até lá abaixo', mal conseguiu chegar ao seu carro”, acrescentou. Esse segundo encontro, que vários media classificaram como “sórdido”, dado o teor das acusações que os dois candidatos trocaram, foi o primeiro em formato “town hall”.

Depois de ter sido divulgada, pelo “Washington Post”, a gravação de 2005 em que se ouve Donald Trump dizer que não consegue evitar “beijar mulheres bonitas” e que, sendo “uma estrela”, pode fazer com elas o que quiser, o candidato republicano tem apostado os seus melhores trunfos para se manter à tona nesta corrida presidencial e evitar afastar-se ainda mais de Hillary nas sondagens. No comício em New Hampshire, Trump voltou a sugerir que a eleição está “viciada”. “A eleição está a ser viciada pela imprensa corrupta que publica acusações completamente falsas e mentiras descaradas, num esforço para a eleger Presidente”, disse, vociferando contra a “elite global” que se juntou a Hillary para “destruir a soberania dos Estados Unidos”.

Na quarta-feira, o “New York Times” publicou uma reportagem sobre duas mulheres que terão sido, alegadamente, vítimas de abusos de Donald Trump. As denúncias dizem respeito a um caso ocorrido há mais 30 anos, num avião - Trump terá apalpado a queixosa, poucos minutos após a descolagem e sem que os dois se conhecessem - e outro em 2015, num elevador - Rachel Crooks, a alegada vítima, conta que o candidato republicano a beijou na boca sem o seu consentimento.

Trump, obviamente, já veio desmentir todas as acusações. Um porta-voz da sua campanha considerou “ficção” o artigo do jornal norte-americano, a quem acusou de lançar “uma difamação coordenada e completamente falsa” contra o candidato à Casa Branca.

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