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Guterres já escolheu equipa de transição. Mulheres dominam

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© Denis Balibouse / Reuters

A equipa é formada por representantes de cinco países diferentes - Coreia do Sul, Estados Unidos, Jamaica, Portugal e Tunísia -, na sua maioria mulheres

Helena Bento

Jornalista

É já conhecida a composição da equipa com que António Guterres, eleito o novo secretário-geral das Nações Unidas, vai contar até assumir formalmente o cargo a 1 de janeiro de 2017 e pelo período de cinco anos.

Formada por representantes de cinco países - Coreia do Sul, Estados Unidos, Jamaica, Portugal e Tunísia - integram esta equipa de transição sobretudo mulheres, tal como Guterres garantiu que faria. São elas Kyung-wha Kang, ex-Alta Comissária Adjunta da ONU para os Direitos Humanos, que ocupa atualmente o cargo de secretária-geral adjunta para os Assuntos Humanitários; Melissa Fleming, atual porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (UNHCR), e que deverá agora ocupar o cargo de porta-voz de Guterres (função desempenhada anteriormente por Stéphane Dujarric), e Michelle Gyles-McDonnough, que foi assessora do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, passou pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) e é, atualmente, representante regional adjunta para a Ásia e o Pacífico.

João Madureira, atual ministro conselheiro da Missão Permanente de Portugal junto da Organização das Nações Unidas, e Radhouane Nouicer (Tunísia), que trabalhou igualmente na Agência da ONU para os Refugiados, durante quase 20 anos, e é atualmente conselheiro regional para a crise humanitária no Iémen, vão integrar igualmente a equipa de transição do ex-primeiro-ministro português.

António Guterres, eleito por unanimidade, sucede a Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU.