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Merkel apela a líderes africanos para travarem migração para a Europa

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TIKSA NEGERI/REUTERS

Dirigindo-se à União Africana, a chanceler alemã prometeu ajuda e assegurou que África será uma prioridade durante a presidência alemã no G20, em 2017

A chanceler alemã fez esta terça-feira um apelo aos líderes africanos, pedindo-lhes que travem a migração para a Europa e lutem contra o extremismo islâmico, através da introdução de reformas democráticas e económicas.

Dirigindo-se à União Africana (UA), Angela Merkel prometeu contribuir com ajuda ao desenvolvimento e com equipamento militar para garantir a paz e a prosperidade em África, assegurando que o continente será uma prioridade durante a presidência alemã no G20, em 2017.

“África está a ganhar uma importância global. Por esta razão, devem continuar unidos”, afirmou, na sua visita à sede da instituição, em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Ao longo de uma visita de três dias, que incluiu passagens pelo Mali, Níger e Etiópia, outra das promessas deixadas pela chanceler foi a construção de uma base militar no Níger, para apoiar a missão de paz da ONU no Mali, onde jiadistas têm lutado para instalar uma base no norte do país.

Merkel apelou ainda à UA para um maior envolvimento na resolução da crise na Líbia, que atravessa um grave conflito político e de segurança desde a queda do regime ditatorial de Muammar Kadhafi, em 2011.

A Líbia converteu-se num “triste exemplo” das consequências do colapso das estruturas estatais, afirmou a chanceler.

Angela Merkel integra o grupo de líderes da União Europeia que se tem pronunciado a favor de acordos ao estilo do da Turquia, para que os países africanos aceitem de volta os migrantes, em troca de dinheiro e outros benefícios, como a isenção de visto.

A questão da migração é considerada um tema central nas eleições federais da Alemanha, que se realizam no próximo ano e onde a chanceler espera conquistar um quarto mandato.