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Irão. Mulher poderá ser executada amanhã. Amnistia apela a anulação do julgamento

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Jovem iraniana, que foi vítima de violência doméstica, foi condenada à pena de morte por alegadamente ter assassinado o agressor

Chama-se Zeinab Sekaanvand, tem 22 anos, e pode ser executada esta quinta-feira. Esta mulher iraniana foi condenada à pena capital há cinco anos por alegadamente ter assassinado o marido que a agredia verbal e fisicamente.

Apesar de ter apresentado queixa por diversas vezes, as autoridades nunca investigaram o caso. Os pais conservadores não aceitaram a filha que queria regressar a casa — que deixou aos 15 anos em busca de uma vida melhor —, e o marido recusou o divórcio.

Quando Hossein Sarmadi foi encontrado morto, a polícia deteve a mulher. Foram 20 dias de tortura até Zeinab ter confessado o crime. No entanto, no julgamento a jovem garantiu ao juiz que foi o irmão do marido que assassinou Hossein, refere a BBC.

Já na prisão, enquanto aguardava pela execução, Zeinab apaixonou-se por um presidiário de quem ficou grávida. Resultado? A sua execução foi adiada até ao nascimento do bebé, uma vez que no país é proibido aplicar a pena de morte a uma mulher grávida.

No passado dia 30 de setembro, dois dias antes de dar a luz, o bebé morreu, fruto do choque que a mãe sofreu com a execução do seu colega de cela, de acordo com os médicos.

Zeinab poderá ser executada assim a partir desta quinta-feira. A Human Rights Watch e a Aministia Internacional reforçam os apelos para que a condenação da jovem iraniana seja anulada, sustentando que a sentença foi injusta e que o país não pode aplicar a pena de morte a pessoas que foram condenadas enquanto menores.