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‘Sala de chuto’ abre em Paris

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REUTERS

França junta-se aos diversos países europeus que têm os controversos espaços para os toxicodependentes administrarem drogas injetáveis. Em Portugal estão previstos na lei há 15 anos, mas nunca chegaram a avançar

A autarca de Paris Anne Hidalgo e a ministra da Saúde Marisol Touraine apresentaram esta terça-feira a primeira ‘sala de chuto’ francesa, que funcionará nas imediações do terminal ferroviário Gare du Nord a partir de quinta-feira.

A sala tem uma dezena de cubículos onde os toxicodependentes vão poder administrar drogas injetáveis. O espaço fica localizado no Hospital Lariboisiere, mas possui uma entrada autónoma.
Aos toxicodependentes, que irão receber seringas descartáveis, não terão de se identificar com o seu nome verdadeiro.

“Este é um momento muito importante na batalha contra a praga da adição”, afirmou Touraine,
Os críticos consideram que a iniciativa incentiva o uso de drogas, mas os defensores alegam que contribui para diminuir o contágio de doenças como HIV e hepatites e aproxima os toxicodependentes de médicos e assistentes sociais.

A sala irá funcionar durante um período experimental de seis anos, estando previstas também aberturas de ‘salas de chuto ’ em Bordéus e Estrasburgo. A França torna-se assim no décimo país a ter este tipo de espaço. A Suíça foi o primeiro país a avançar com as ‘sala de chuto’, entretanto também abertas na Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha.

Apesar de estarem previstas na lei portuguesa há 15 anos, nunca chegaram até agora a concretizar-se no nosso país.