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Ir para o ginásio libertar tensão pode triplicar risco de ataque cardíaco

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Lucília Monteiro

A combinação de emoções extremas e atividade física extrema é muito pouco aconselhável, podendo revelar-se letal, segundo indica um estudo cientifico que recolheu dados de mais de 12 mil pessoas que sofreram o seu primeiro ataque cardíaco

A ideia de que a prática de exercício físico é uma boa forma de combater o stress é parcialmente desmentida por um estudo cientifico que indica que a atividade física extrema associada a momentos de zanga ou tensão triplica o risco de ataque cardíaco.

As conclusões do estudo divulgadas na “Circulation, publicação da Associação Americana do Coração, resultam dos dados recolhidos junto de 12 461 pessoas, de 52 países, que haviam sofrido o seu primeiro ataque cardíaco. A média de idades foi de 58 anos, três quartos eram homens.

Uma das perguntas a que tiveram de responder, foi a que tipo de estímulos tiveram na hora anterior ao ataque e no mesmo período do dia anterior.

Os dados indicaram que estar zangado ou preocupado duplicava a probabilidade de ataques cardíacos na hora seguinte, o mesmo acontecia relativamente a atividade física extrema, Combinando os dois fatores, a probabilidade triplicava. O risco foi maior entre as 6 da tarde e a meia noite, independentemente de outros fatores como serem fumadores, terem pressão arterial alta ou serem obesos.

Tanto a raiva como o exercício causam a “subida da tensão arterial e do ritmo cardíaco, alterando o fluxo do sangue nos vasos sanguíneos e diminuindo o fornecimento de sangue ao coração”, afirmou Andrew Smyth, investigador que liderou o estudo, em declarações ao “The Guardian”.

“A atividade física regular tem muitos benefícios para a saúde, nomeadamente a prevenção de problemas cardíacos, de modo que nós queremos que isso seja mantido”, frisou, acrescentando: “contudo, nós recomendaríamos que uma pessoa que esteja zangada ou preocupada e que queira fazer exercício para libertar tensão não vá para além das suas rotinas normais até à atividade extrema”.