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Expresso

Internacional

Haiti em risco de fome após a passagem do furacão Matthew

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CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

As Nações Unidas querem angariar €108 milhões de euros para ajudar o país durante os próximos três meses

O presidente interino do Haiti lançou esta terça-feira o alerta de que o seu país enfrenta riscos de “fome” dentro de três ou quatro meses se nada for feito para o evitar. Jocelerme Privert lamentou a “destruição apocalíptica” causada pelo furacão Matthew, que exigiu de imediato um reforço de alimentos, água e medicamentos.

“O que eu vi com os meus olhos ontem precisará de um grande esforço de reconstrução”, afirmou Privert depois de visitar as zonas mais atingidas pelo maior furacão naquela região na última década.

As Nações Unidas lançaram, na segunda-feira, um 'apelo relâmpago' para angariar 120 milhões de dólares (€108 milhões) de modo a cobrir as necessidades urgentes do Haiti nos próximos três meses.

O país enfrenta uma crise humanitária que requer uma “resposta massiva” da comunidade internacional, com pelo menos 1,4 milhões de pessoas a precisar de ajuda, disse o líder da ONU, Ban Ki-moon.

A tempestade matou pelo menos 372 pessoas no país, prevendo-se que o número suba significativamente quando as equipas de resgate conseguirem chegar a zonas que estavam inacessíveis. O Matthew destruiu casas e fontes de água, e matou animais de criação.

“Algumas cidades e vilas foram praticamente apagadas do mapa. Estes números e necessidades estão a aumentar à medida que mais zonas afetadas são alcançadas”, disse Ban Ki-moon.

Após atingir o Haiti no dia 4 de outubro, o furacão deslocou-se para os Estados Unidos, onde matou pelo menos 20 pessoas.