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Internacional

Taiwan: o recomeçar de conversas com a China?

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Discurso de Tsai Ing-wen durante as celebrações do Dia Nacional do Taiwan, em Taipé

RITCHIE B. TONGO / EPA

Taipé apela ao recomeço do diálogo com Pequim, cortado totalmente nos últimos cinco meses, de forma a alcançar a paz entre ambas as partes

Tsai Ing-wen, a Presidente taiwanesa, procura alcançar a paz com a China continental, mas age com cautela. A dirigente não quer perder o apoio nacional mostrando-se demasiado pró-Pequim. Segundo a República Popular da China (RPC), para as conversações prosseguirem é necessário que Taiwan se afirme como sendo parte do país.

“Os dois lados do estreito [estreito de Taiwan, que separa os dois países], deveriam sentar-se e falar, o mais cedo possível", afirmou Tsai durante o seu discurso nas celebrações do Dia Nacional taiwanês, celebrado a 10 de outubro. "Tudo pode ser incluído na discussão, desde que conduza ao desenvolvimento da paz entre os Estados e ao bem-estar dos cidadãos de ambos os lados.” Os presidentes taiwaneses costumam utilizar o discurso do Dia Nacional para afirmar a sua posição e visão relativas às relações com a China.

Pequim, que luta pela união das duas Chinas (RPC e Taiwan) não confia no Partido Progressista Democrático de Taiwan (partido pelo qual Tsai foi eleita em maio deste ano), pois essa força política é conhecida por defender a independência da ilha. Mas a Presidente recém-eleita afirma defender relações estáveis, consistentes e previsíveis entre os países.

A divisão entre as duas Chinas e a luta taiwanesa pela independência iniciou-se em 1949, após o Partido Nacionalista Chinês ter perdido a guerra civil contra o Partido Comunista. O governo perdedor fugiu para a ilha de Formosa (Taiwan), onde fundou a República da China, enquanto a fação vencedora, o Partido Comunista, fundou a República Popular da China na China continental.

Tsai Ing-wen selecionou, na semana passada, um político pró-China para representar Taiwan numa reunião da APEC (sigla em inglês da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico), que se realizará no próximo mês no Peru.