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Gorbachev diz que mundo ficou em perigo com rutura entre Rússia e EUA

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A situação de rutura - atingida na semana passada com o fracasso das negociações de paz para a Síria e as posteriores ameaças recíprocas entre as duas superpotências - faz ressuscitar receios dos tempos da Guerra Fria

“Eu penso que o mundo atingiu um ponto perigoso”, afirmou esta segunda-feira o antigo líder da União Soviética Mikhail Gorbachev, a propósito da situação de rutura entre o este e oeste, ocorrida em sequência do fracasso das negociações de paz para a Síria.

“Eu não quero dar qualquer prescrição específica, mas eu quero afirmar que isto tem de parar. Nós precisamos de renovar o diálogo. A paragem foi o maior dos erros”, disse Gorbachev, atualmente com 85 anos.

“É necessário regressar às principais prioridades. Estas são o desarmamento nuclear, a luta contra o terrorismo, a prevenção contra um desastre ambiental (...) Comparativamente com estes desafios, tudo o resto se torna cenário de fundo”, acrescentou.

Depois de meses de negociações com as duas superpotências para a paz na Síria, a rutura entre EUA e Rússia no passado dia 3 deu lugar a ameaças recíprocas, fazendo ressurgir receios dos tempos da Guerra Fria.

O Kremlin ameaçou abertamente abater aviões ocidentais. Responsáveis norte-americanos avisaram na semana passada que Moscovo deve esperar perder aviões e mandar para casa militares em urnas se os ataques às forças opositoras ao regime de Bashar al-Assad persistirem. O porta voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby, declarou mesmo que a situação poderá levar grupos extremistas a atacarem cidades russas.

Entretanto, o secretário de Estado norte-americano John Kerry indicou que a Rússia e o regime sírio devem ser investigados por crimes de guerra devido aos ataques que estão a ter lugar na cidade síria de Alepo, uma posição que obteve esta segunda-feira o apoio do ministro francês dos Negócios Estrangeiros.