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Presidente da Colômbia vence Nobel da Paz

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GUILLERMO LEGARIA/GETTY

Comité norueguês decidiu atribuir o Prémio Nobel da Paz a Juan Manuel Santos, na sequência do acordo de paz alcançado com as FARC

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, é o vencedor do Nobel da Paz de 2016. A porta-voz do comité norueguês explicou esta sexta-feira que foi decidido atribuir este prémio ao chefe de Estado colombiano devido à assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que visa colocar fim a mais de 50 anos de conflito.

Apesar de ter sido rejeitado no domingo em referendo, o comité norueguês entendeu que a assinatura do acordo com as FARC aproximou o conflito de uma solução pacífica.

“O comité espera que o Nobel da Paz lhe dê força para ter sucesso nesta tarefa exigente. O comité tem esperança que no próximo ano o povo colombiano possa colher os frutos do processo de reconciliação”, declarou a porta-voz.

O comité norueguês apelou ainda a Juan Manuel Santos e a Timoleón Jiménez, chefe do grupo rebelde, para assumirem responsabilidades e participarem de “forma construtiva” no processo de diálogo.

A porta-voz considerou que o resultado da consulta popular do passado domingo não significa que o povo colombiano rejeitou a paz, mas que discordou de alguns pontos do acordo. Analistas defendem que o chumbo do acordo no referendo deveu-se ao facto de a maioria dos eleitores entenderem que o mesmo não atribui responsabilidades às FARC por crimes cometidos, como homicídios.

Logo após o anúncio do resultado, o Presidente colombiano reiterou que iria continuar a lutar pela aplicação do acordo de cessar-fogo. “Não vou desistir, vou continuar a procurar a paz até ao último minuto do meu mandato”, garantiu Juan Manuel Santos. Também o líder das FARC assegurou que está determinado em retomar o diálogo para a renegociação do acordo.

A assinatura do acordo entre o Presidente colombiano e o líder máximo das FARC, no mês passado, foi o culminar de quatro anos de negociações mediadas por Havana com vista a colocar um ponto final no conflito que causou cerca de 260 mil mortos.