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Leopoldo López será acusado pela morte de 43 pessoas na Venezuela

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LEO RAMIREZ/AFP/Getty Images

Caracas anuncia que será feita justiça aos familiares dos 43 homens mortos nos protestos incitados pelo líder da oposição venezuelana

Leopoldo López, líder da oposição ao Governo de Nicolás Maduro, encontra-se preso desde 2014 e é agora acusado da morte de 43 pessoas que participaram nos protestos antigoverno.

O vice-presidente venezuelano, Diosdado Cabello, garantiu esta quinta-feira, que “os familiares das vítimas interpuseram, ou vão fazê-lo, um pedido aos tribunais para que esse assassino seja acusado do homícidio de 43 pessoas”, afirmou num programa da televisão estatal VTV.

Os protestos incitados pelo arguido, que conduziram à sua prisão, tiveram início a 12 de fevereiro de 2014 e duraram até junho do mesmo ano. Os vários atos de violência desencadeados durante as manifestações antigovernamentais levaram à morte de 43 cidadãos venezuelanos.

López foi acusado de conspiração política, incitação pública, danos contra a propriedade e por atear um incêndio, e sentenciado a 14 anos de prisão. Pressionado pelos familiares das vítimas, Cabello anunciou que o arguido será também acusado pelas 43 mortes.

O partido de Leopoldo López defende que o processo judicial é injusto e que López não passa de um preso político do Governo de Nicolás Maduro. Apesar da Assembleia Nacional da Venezuela - onde a oposição tem a maioria dos assentos parlamentares - ter aprovado uma lei de amnistia contra presos políticos, o Governo tem vindo a impedir a sua aplicação.

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