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Humanos já terão atingido limite máximo da esperança de vida

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Apesar das melhorias muito significativas na esperança média de vida, a média da idade das mortes entre os mais idosos não aumenta desde 1968

Apesar das melhorias possibilitadas por intervenções genéticas e farmacológicas, o tempo de vida dos humanos deverá ter limites naturais e é altamente improvável que alguém chegue alguma vez a ultrapassar os 125 anos, segundo um estudo do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, cujas conclusões foram divulgadas esta quarta-feira na publicação cientifica “Nature”.

A francesa Jeanne Louise Calment, que morreu em 1997 aos 122 anos, é apontada como o ser humano que viveu mais tempo e não é sequer provável que esse recorde venha a ser quebrado em breve, refere o estudo. Os investigadores ignoram as reivindicações de que o homem mais idoso será o indonésio Mbah Gotho, que ainda se encontra vivo aos 145 anos.

A esperança de vida à nascença tem aumentado ao longo do último século, conclui o estudo com base nos dados de mortalidade de 41 países. A diminuição da mortalidade infantil e o desenvolvimento de antibióticos e vacinas deram um grande contributo nesse sentido.

Os investigadores notam contudo que os avanços foram sobretudo no sentido de se conseguir que uma parte maior da população atinja os 70 anos, e que especialmente a partir dos 100 anos o aumento da esperança de vida tem sido muito menos significativo.

França, Japão, Reino Unido e Estados Unidos são os países onde existem mais pessoas com 110 anos ou mais. Com base nos dados desses países, os investigadores concluíram que a idade média das mortes dentro desse grupo não aumenta desde 1968.

“Os limites da duração da vida podem muito bem ser determinados por uma série de especificidades da espécie”, referem os investigadores, considerando muito provável que tal esteja relacionado com informação existente no genoma humano e com “imperfeições inerentes” que ocorrem na “transferência de informação genética para as funções celulares”.