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Internacional

ACNUR: Guterres tem capacidades para impulsionar a paz “de forma inédita”

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DIMITAR DILKOFF/ Getty Images

Durante os dez anos que esteve à frente do ACNUR, António Guterres “administrou algumas das maiores crises de refugiados dos últimos tempos”", frisou o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, congratulando-se com a escolha do antigo primeiro-ministro português para o mais alto cargo na ONU

O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, considerou esta quinta-feira que o futuro secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tem a capacidade necessária para "impulsionar a paz mundial de forma inédita".

"Sabemos que ele conduzirá as Nações Unidas com a visão, habilidade política e com o profundo sentido de humanidade necessários para impulsionar a paz mundial de forma inédita", disse o sucessor de Guterres à frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), citado num comunicado da organização.

O Conselho de Segurança da ONU escolheu esta quinta-feira, por unanimidade, António Guterres como secretário-geral da organização.

No comunicado, lê-se que, confrontado com o aumento do número de pessoas deslocadas por conflitos e perseguições, António Guterres conduziu com destreza as respostas do ACNUR, introduzindo importantes reformas para as tornar mais eficazes.

"António Guterres era, acima de tudo, um incansável defensor dos refugiados, dos deslocados internos e dos apátridas, defendendo seus direitos tanto no campo quanto nos mais altos níveis políticos, destacou Filippo Grandi.

O italiano acrescentou que António Guterres "enfatizou a importância de encontrar soluções inovadoras para ajudá-los a viver com segurança e a ter uma vida mais digna, assim como também exerceu pressões pelo fim dos conflitos que fizeram com que tantas pessoas deixassem as suas casas".

"Nós do ACNUR estamos particularmente felizes que o cargo mais alto pela defesa da paz seja ocupado por alguém que conhece tão de perto as terríveis consequências da guerra para os seres humanos", rematou Filippo Grandi.