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Turquia afasta cerca de 13 mil polícias

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Representam 5% das forças policiais do país. A suspensão ocorre por serem suspeitos de ligações ao clérigo Fethullah Gulen, que o regime turco acusa de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado de julho

As autoridades turcas suspenderam 12.801 polícias, anunciou esta terça-feira a direção dos serviços policiais, devido à suspeita de ligações à rede do clérigo Fethullah Gulen acusado pelo regime turco de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado ocorrida a 15 de julho.

As suspensões aconteceram um dia depois do prolongamento do estado de emergência por mais três meses. Na semana passada, o Presidente Tayyip Erdogan referira que seria preciso mais tempo para perseguir os responsáveis pela sublevação, sugerindo que o país poderá permanecer em estado de emergência por mais de um ano.

Na Turquia existem cerca de 250 mil polícias, tendo sido suspensos cerca de 5% das forças policiais: 2523 das suspensões são relativas a chefes, segundo indicou o comunicado da instituição.

Cerca de 100 mil militares, polícias, funcionários judiciais e de serviços cívicos foram suspensos, e outras 32 mil pessoas foram detidas por supostas ligações à tentativa de golpe.

Potências ocidentais e grupos de direitos humanos têm manifestado a preocupação do regime de Erdogan estar a usar a tentativa de sublevação como pretexto para acabar com toda a oposição e intensificar as ações contra os suspeitos de simpatias para com os militantes curdos.

Fethullah Gulen encontra-se a viver nos Estados Unidos desde 1999 e nega envolvimento no sucedido. A Turquia pretende que seja extradito para ser julgado pela orquestração do golpe gorado.