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Presidente da Colômbia após referendo: “Não vou desistir”

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LEONARDO MUNOZ/EPA

Apesar de o “não” ter triunfado, com os colombianos a rejeitarem o acordo alcançado entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), ambas as partes reiteram a sua disposição para manter a paz. Mas está mais complicado o caminho para a alcançar

Apesar de os eleitores colombianos terem rejeitado, em referendo, o acordo de paz celebrado entre o Governo e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Presidente Juan Manuel Santos recusa voltar atrás. “Não vou desistir. Continuarei a procurar a paz até ao último dia da minha presidência”, garantiu, depois de ser conhecido o resultado da votação deste domingo.

“O cessar fogo bilateral em vigor desde 29 de agosto mantém-se e assim continuará”, disse Juan Manuel Santos, que deverá esta segunda-feira reunir-se com todos os partidos políticos para debater as implicações do resultado do referendo.

A vitória do “não” – um desfecho que contrariou a previsão das sondagens – deixa pouco claro o que pode acontecer no futuro mais próximo, sublinham os analistas políticos. Ainda que os dois lados envolvidos se mantenham firmes na decisão de prosseguir no caminho da paz, os termos do acordo alcançado em Havana, após quatro anos de intensas negociações, parecem difíceis de aceitar para a maioria dos colombianos.

Entre eles está a possibilidade de os líderes rebeldes evitarem a prisão, caso confessem os crimes praticados, e que incluem assassínios, raptos, ataques indiscriminados e o recrutamento de crianças.

O acordo rejeitado previa também a transformação do movimento das FARC num partido político legal, que integrasse os seus combatentes depois de estes abandonarem as armas. Se, e quando, isto vai acontecer é agora uma incógnita.

Em Havana, após ser oficial o resultado da votação, o líder das negociações pelas FARC, Rodrigo Londoño Echeverri, declarou também que “as FARC mantêm a sua vontade de paz”, reiterando a sua disposição para “usar somente a palavra como arma de construção para o futuro”.

Mais conhecido como Timochenko, Echeerri encerrou sua declaração com uma mensagem positiva, dirigindo-se “ao povo colombiano que sonha com a paz”: “Pode contar conosco. A paz triunfará”.