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Mulheres polacas em greve por causa da alteração da lei do aborto

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Alteração legislativa pretende proibir o aborto em quaisquer circunstâncias, penalizando as mulheres com penas de até cinco anos de prisão

Mulheres vestidas de negro estão a manifestar-se e a levar a cabo uma greve, esta segunda-feira na Polónia, contra o projeto de lei que pretende proibir o aborto em quaisquer circunstâncias, penalizando as mulheres que o façam com penas até cinco anos de prisão.

O protesto é inspirado numa ação similar que teve lugar na Islândia nos anos 1970, quando mulheres se recusaram a trabalhar e a levarem a cabo as suas tarefas domésticas para chamarem as atenções para as desigualdades salariais e outros problemas relacionados com as desigualdades entre géneros.

Atualmente, a Polónia já possui das legislações mais restritivas nesta matéria, permitindo a interrupção voluntária da gravidez apenas em casos de violação ou de risco de vida para a mulher ou de más formações dos fetos.

“Muitas mulheres e raparigas neste país sentiram que elas já não têm nenhum poder, que não são iguais, que elas não têm o direito a opinião”, afirmou Magda Staroszczyk, uma das organizadoras da greve, em declarações ao “The Guardian”.

Milhares de pessoas já se haviam manifestado no sábado diante do parlamento em Varsóvia.

No passado mês de março, a maioria conservadora que governa o país também anunciara que tenciona reinstituir a obrigatoriedade de prescrição médica para a aquisição da pílula do dia seguinte.