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Internacional

Georgieva na ONU: muitas promessas e algumas críticas

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Candidata búlgara a secretária-geral, uma das principais adversárias de António Guterres, prometeu resultados e deixou claro que, em sua opinião, o dinheiro das Nações Unidas nem sempre é bem gasto

Muitas promessas e pelo menos uma crítica para as diversas agências que integram a Organização das Nações Unidas. Assim foi a primeira audição de Kristalina Georgieva perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, esta segunda-feira em Nova Iorque.

Dirigindo-se à audiência em três diferente línguas – inglês, francês e russo – a vice-presidente da Comissão Europeia, reconheceu que era uma “candidata tardia”, e prometeu, por exemplo, pautar a sua conduta pela Carta das Nações Unidas, procurando deixar claro que conhece o tratado fundador da organização criada em 1945. Mas não ficou por aqui.

A búlgara Kristalina Georgieva, de 63 anos, prometeu ainda honrar esta instituição e fazê-lo centrada na obtenção de resultados. No caso da Palestina garantiu que estaria “concentrada em tudo o que possa favorecer o processo de paz”. E, como seria de esperar, comprometeu-se a colocar mais mulheres em posições de liderança na ONU. Entre muitas promessas, uma crítica para o interior da organização.

Respondendo a uma das dezenas de questões que lhe foram colocadas, Georgieva disse que se for eleita secretária-geral, as diversas agências que integram a ONU só terão mais dinheiro para gastar se conseguirem provar que estão a gastar bem o que já têm. Mais adiante, de volta ao tema do financiamento da organização, teceu mais críticas: “Gastamos muito pouco em prevenção e muito em correção.”