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Fotojornalista holandês morto na Líbia

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O fotojornalista tinha sido raptado e ferido, na Síria, em 2012, mas voltou aos cenários de guerra

HARALD DOORNBOS/EPA

Jeroen Oerlemans foi atingido por um ‘sniper‘ quando acompanhava uma equipa que desativava minas em Sirtre, numa zona da cidade já não controlada pelo Estado Islâmico

Pagou o preço mais alto pelo risco de trabalhar num cenário de guerra. O fotojornalista holandês Jeroen Oerlemans, de 45 anos, foi morto no domingo por um atirador sniper do Daesh, na cidade líbia de Sirtre.

A notícia foi confirmada pela revista belga “Knack”, um dos meios onde Oerlemans publicava, que cita um colega do jornalista. Segundo Joanie de Rijke, ele foi atingido quando acompanhava uma equipa que desativava minas na área da cidade já fora do controlo do autodenominado estado Islâmico.

A morte do jornalista, que deixa viúva e três filhos pequenos, foi lamentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, que o elogiou considerando que “era um profissional que continuava onde os outros paravam”.

Descrito como um fotógrafo de exceção, “prudente e muito esperto”, Oerlemans tinha sido raptado e ferido, na Síria, em 2012, juntamente com o fotojornalista britânico John Cantlie. Ambos foram libertados uma semana depois, ainda que Cantlie tornasse a ser feito prisioneiro, acreditando-se que continua em cativeiro.

Ao longo da sua carreira, Jeroen Oerlemans passou por vários cenários perigosos. Fez a cobertura das guerras no Afeganistão, Síria e Líbia, tendo acompanhado também a deslocação de migrantes pela Europa.

O corpo do jornalista foi levado para o hospital de Misrata, cidade a cerca de 200 quilómetros a oeste de Sirte, e onde são atendidos os feridos das forças pró-governamentais.