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Comissão gestora do PSOE tenta recompor unidade do partido

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Javier Fernández (à esquerda) assume funções em sequência da demissão de Pedro Sánchez (à direita)

ELOY ALONSO/REUTERS

A equipa liderada por Javier Fernández assume funções até ao congresso extraordinário, na sequência da demissão do secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez

A manutenção da unidade do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, social-democrata) e a obtenção de consenso que evite a realização das terceiras eleições legislativas em Espanha são as tarefas mais importantes da comissão gestora que ficará a liderar o partido, interinamente, na sequência da demissão do secretário-geral, Pedro Sánchez. Este renunciou ao cargo no sábado, após uma reunião em que a maioria dos membros do comité federal rejeitou a sua proposta de antecipar o congresso do partido e realizar eleições primárias para a liderança.

O comité federal do PSOE aprovou, por conseguinte, a criação de uma comissão gestora presidida por Javier Fernández, líder do governo regional das Astúrias. Esta equipa, que realizou hoje a sua primeira reunião, irá dirigir o partido até à realização de um congresso extraordinário. Por todos estes motivos, uma nova ida às urnas arriscava-se a ser altamente lesiva para o partido, que obteve os piores resultados de sempre a 20 de dezembro de 2015 e 26 de junho de 2016, chefiado por Sánchez.

O Partido Popular (PP, direita), do primeiro-ministro Mariano Rajoy, venceu ambas as legislativas, mas sem maioria absoluta. Em dezembro Rajoy recusou-se a sujeitar-se a um debate de investidura, pois sabia não ter apoios suficientes. Sánchez tentou um acordo com os partidos emergentes Cidadãos (C’s, centro liberal) e Podemos (P’s, esquerda populista), mas só assinou um pacto com o primeiro. A sua investidura acabou chumbada pelo Congresso dos Deputados, coisa inédita em 40 anos de democracia, conduzindo às segundas eleições.

Da segunda vez, o PP aumentou a vantagem e o PSOE caiu em número de assentos. Rajoy apresentou-se, desta vez, à investidura, mas tão-pouoc conseguiu ser empossado. Agora o prazo constitucional para formar governo corre até 31 de outubro. Se até lá não houver solução, terá mesmo de haver eleições, as terceiras no período de um ano.