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Brexit: Theresa May promete controlar imigração e virar-se para o mercado global

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Neil Hall/Reuters

A primeira-ministra britânica tentou desdramatizar os dilemas que implicarão as negociações para sair da União Europeia, depois de ter anunciado que o processo será formalmente iniciado em março do próximo ano, com a invocação do artigo 50 do Tratado de Lisboa. O Brexit deve consumar-se até 2019, diz.

Theresa May indicou que não irá abdicar de recuperar o controlo da entrada de imigrantes em troca de um acordo que permita ao Reino Unido continuar a ter acesso ao mercado único. A primeira-ministra britânica afirma que o futuro passará, antes, por um Reino Unido “verdadeiramente global”, que olhará para lá da União Europeia.

Falando na conferência anual do Partido Conservador, de que é líder, a governante anunciou que invocará o artigo 50 do Tratado de Lisboa até final de março do ano que vem, iniciando formalmente o processo de saída da União Europeia. E quer concluir este último até 2019. May procurou desdramatizar os dilemas associados à negociação, negando que os britânicos tenham de escolher entre um Brexit suave e um Brexit duro, expressões que a imprensa tem utilizado para designar a saída, consoante venha a ser mais ou menos pactuada com os restantes 27.

A questão ameaça, contudo, criar cisões dentro do Partido Conservador. Muitos militantes e deputados estiveram contra a saída da UE. A retoma do controle das fronteiras e a libertação do país da jurisdição do Tribunal Europeu de Justiça são duas linhas vermelhas que May garante não serem negociáveis, uma vez que o processo terá de fazer do Reino Unido um “país totalmente independente e soberano”.

O Brexit “deve levar-nos a pensar num Reino Unido global, um país com autoconfiança e liberdade, que olhe além do continente europeu e veja as oportunidades económicas e diplomáticas de um mundo mais vasto”. “Como sabemos, o refendo não foi um voto para nos virarmos para nós próprios, para nos isolarmos do mundo. Foi um voto para o Reino Unido se manter grande, para acreditarmos em nós, para forjarmos um ambicioso e novo papel no mundo”, acrescentou.