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Viktor Órban já votou. E as sondagens diminuem a margem de vitória do seu Governo

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Viktor Órban, chefe do Governo húngaro, no momento em que vota no referendo.

BERNADETT SZABO/REUTERS

De acordo com as sondagens 42% dos húngaros irão votar Sim à complexa pergunta que este domingo está a ser referendada: “ "A Europa deve ditar a instalação obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria mesmo sem acordo da Assembleia Nacional?” Se esse número aumentar e mais de 50% participarem e votarem Sim, o Governo do populista Viktor Órban e a sua campanha de repúdio aos refugiados sairão derrotados

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, já votou no referendo que se realiza este domingo no país: Os húngaros vão às urnas para decidir sobre o sistema europeu de recolocação de refugiados, ou seja para dizerem se querem ou não acolher refugiados no seu país, de acordo com os critérios definidos pela União Europeia.

A pergunta que vai a votos é complexa. É também um claro desafio à União Europeia e à política definida por Bruxelas para a recolocação e distribuição dos refugiados que chegam à Europa. Órban, conhecido pelas suas posições populistas de direita, esteve ativamente envolvido numa campanha de desafio à União Europeia e repúdio aos refugiados, mas o Não à política da União Europeia que ele advoga tem vindo a perder terreno nas sondagens.

Além disso, para que o referendo seja considerado válido é preciso que 50% + 1 do total dos eleitores inscritos vão às urnas este domingo. Órban, para além de estar hoje menos confortável nas sondagens do que há uns meses atrás, pode ainda não sair vitorioso nesta afronta à política de Bruxelas ...por falta de comparência dos eleitores húngaros nas assembleias de voto.

Sondagens ainda são favoráveis a Órban

De acordo com as sondagens, a maioria dos 8,3 milhões de eleitores deve responder "Não" à pergunta inscrita no boletim de voto: "A Europa deve ditar a instalação obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria mesmo sem acordo da Assembleia Nacional?", ou seja votar de acordo com a posição defendida pelo chefe de Governo. A grande incógnita é se votarão os 4,15 milhões + 1 suficientes para validar o referendo, já que a oposição socialista pediu um boicote, argumentando que "uma pergunta estúpida" só pode ter "uma resposta estúpida".

Já a formação de protesto satírica "Partido do Cão com Duas Caudas" pediu aos eleitores para votarem "Sim", ou "Não", mas fazendo "um desenho bonito" no boletim, invalidando assim o voto..

A campanha do Governo, considerada "tóxica" pela Amnistia Internacional, assentou em mensagens alertando para "o perigo" que representam "milhões de refugiados" desejosos de ir para a Hungria e associando diretamente refugiados e terrorismo islâmico

  • Sim e não: a resposta “estúpida” à pergunta “sem sentido”

    A Hungria realiza este domingo um referendo sobre o plano de relocalização dos refugiados na União Europeia. Há quem não perceba simplesmente a pergunta do referendo e há quem, percebendo-a, afirme que é disparatada. E depois há os que entendem que, acima de tudo, há que recusar a hipótese que ela coloca - serão, ao que tudo indica, a maioria. A história de uma votação que muitos veem como mais uma espada política do “grande cruzado antiMerkel”, Viktor Orbán