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Prejuízos de milhões permitiram a Trump não pagar impostos

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CARLO ALLEGRI/REUTERS

Investigação conduzida pelo “New York Times” revela que Donald Trump poderá ter evitado pagar impostos ao declarar prejuízos nos seus negócios nos casinos e no setor da hotelaria e transportes aéreos

Uma investigação conduzida pelo jornal norte-americano “New York Times” revela que Donald Trump poderá ter evitado pagar impostos durante pelo menos 18 anos ao declarar perdas de milhões de dólares nos seus negócios.

A questão dos impostos do candidato republicano à Casa Branca tem sido muito polémica, uma vez que o magnata do imobiliário se tem recusado a divulgar as suas declarações de impostos, uma prática tradicionalmente realizada pelos candidatos à presidência dos Estados Unidos por uma questão de transparência. Hillary Clinton, assim como o seu candidato a vice-presidente, Tim Kaine, já divulgaram as respetivas declarações.

O “New York Times” diz ter tido acesso, através de uma fonte anónima, à declaração fiscal de Donald Trump de 1995, um ano em que, segundo o jornal norte-americano, Donald Trump terá “declarado prejuízos de 916 milhões de dólares”.

Apesar de não serem conhecidas as declarações fiscais dos anos seguintes, esse montante poderá ter permitido a Trump consolidar, dentro da legalidade, os 50 milhões de dólares no seu lucro tributável anual “durante 18 anos”, ou seja, até 2013.

Os alegados elevados prejuízos encaixados por Trump devem-se, segundo o “New York Times”, a negócios mal sucedidos no mundo dos casinos de Atlantic City, na costa leste, e a outros desastres no setor da hotelaria e transportes aéreos. Questionado sobre a investigação do jornal, o candidato republicano não reagiu de imediato.

A equipa de campanha de Donald Trump emitiu um comunicado no qual o New York Times” é acusado de ser “o prolongamento da campanha de Clinton, do Partido Democrático e dos seus interesses específicos”. Na mesma nota, lê-se que Donald Trump é “um homem de negócios talentoso” e que “não paga mais do que os impostos exigidos por lei”. Não é feita qualquer referência aos 916 milhões de dólares de prejuízos.

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