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Trump acusado de ter violado o embargo norte-americano a Cuba

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Spencer Platt/ Getty Images

Uma equipa das empresas do candidato Republicano deslocou-se ao país em 1998, durante a presidência de Fidel Castro, onde alegadamente gastou mais de 60 mil euros. Na altura, os cidadãos dos Estados Unidos da América estavam proibidos fazer negócios dentro da ilha ou com o governo cubano

Segundo a revista “Newsweek”, uma das empresas de Donald Trump violou o embargo norte-americano a Cuba, em 1998, altura em que Fidel Castro era presidente. A revelação feita esta quinta-feira é o resultado de uma investigação resultante de entrevistas a ex-funcionários do candidato republicano e da análise de antigos documentos que mostram registos de gastos no valor de mais de 68 mil dólares (cerca de 60 mil euros).

Na altura, os cidadãos dos Estados Unidos da América estavam proibidos fazer negócios dentro da ilha ou com o governo cubano, salvo com autorização prévia. Segundo a “Newsweek” tudo aponta que mesmo sem pedir autorização, uma equipa de funcionários do Trump Hotels & Casino Resorts viajou até Cuba para se encontrar com empresários locais.

A história é confirmada por um antigo funcionário do multimilionário, que assegurou que em momento algum se obteve uma licença governamental. Também o Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros, confirmou que nenhuma empresa na época fez tal pedido, no entanto alguns documentos desse período foram destruídos.

“Ele [Trump] é muito crítico em relação a Cuba. É muito crítico em relação a [Fidel] Castro. Estamos a questionar se um hotel dele investiu dinheiro em 1998, em Cuba? A reposta é não”, disse Kellyanne Conway, diretor de campanha de Trump, em declarações ao programa “The View” da ABC.

Mais tarde, em comunicado, Conway reconheceu que Trump fugiu à lei quando disponibilizaou o dinheiro para a viagem de negócios e reuniões em Cuba, independentemente de se esses encontros resultaram em negócios ou não, escreve a “Newsweek”.

Durante 50 anos, devido ao embargo, todo e qualquer norte-americano não podia investir capital na ilha das Caraíbas. Só no ano passado, as relações entre ambos os países foram restabelecidas, tendo Barack Obama aliviado as sanções aos cubanos. Uma medida aliás, criticada por Donald Trump.

“Todos benefícios que Barack Obama concedeu ao regime de Castro foram conseguidos por ordens executivas, o que significa que o próximo presidente pode revertê-las e é o que eu farei, caso o regime de Castro não aceite as nossas exigências”, disse o Republicano há cerca de um mês em Miami, citado pela CNN.