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Síria: Regime conquista território em Alepo

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ABDALRHMAN ISMAIL/ Reuters

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu a Damasco e Moscovo para terminarem o “banho de sangue” na cidade

Washington ameaçou travar a cooperação diplomática e Moscovo mantém-se firme na decisão de prosseguir a guerra, apesar da situação em Alepo. De acordo com a ONU, a cidade vive "a mais grave catástrofe humanitária de sempre na Síria".

Esta sexta-feira, Moscovo acusou Washington "de proteger" os combatentes da Frente Fateh al-Cham (antigo ramo sírio da rede terrorista Al-Qaida).

Em entrevista à cadeia britânica BBC, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou que Washington "não era capaz" ou "não queria" levar a oposição armada dita moderada a desligar-se daquele grupo extremista.

Em Nova Iorque, a ONU encarregou uma "comissão de inquérito" de esclarecer o ataque aéreo contra um comboio humanitário, no qual morreram pelo menos 18 pessoas, a 19 de setembro, no norte da Síria. Washington atribuiu a responsabilidade a Moscovo, que negou qualquer implicação.

O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, disse que "as forças do regime capturaram na manhã desta sexta-feira o antigo hospital Kindi, depois de na quinta-feira terem tomado aos rebeldes o antigo campo de refugiados palestinianos de Handarat", com o apoio da aviação russa.

Esta conquista territorial permite ao regime ameaçar Hellok e Haydariyé, dois bairros rebeldes no nordeste de Alepo, considerou.

De acordo com o OSDH, pelo menos 15 pessoas foram mortas nos bombardeamentos contra Hellok e outros bairros rebeldes da cidade. Mais de 3.800 civis morreram durante um ano de campanha militar russa na Síria.

A agência noticiosa oficial síria SANA afirmou que 15 civis morreram esta sexta-feira e 40 ficaram feridos no ataque com granadas de morteiro dos rebeldes contra a parte governamental de Suleiman al-Halabi e Midane, um bairro adjacente.

Desde o início da ofensiva em Alepo-leste a 22 de setembro, 216 pessoas foram mortas nos ataques, indicou o OSDH.

Esta violência, a pior desde o início do conflito em março de 2011, reduziu a escombros edifícios e criou uma catástrofe humanitária, com hospitais inundados de feridos nos bairros rebeldes.