Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

EUA acusados da morte de 22 soldados na Somália

  • 333

A violência na Somália tem massacrado o país nos últimos 25 anos

© Feisal Omar / Reuters

Na noite de terça para quarta-feira, um bombardeamento norte-americano no autoproclamado estado autónomo de Galmudug (Somália) matou 22 militares

Osman Issa, ministro para a Segurança de Galmudug, afirmou que o ataque dos Estados Unidos foi incentivado pelo estado vizinho e rival da Puntlândia. Responsáveis desta região do nordeste da Somália persuadiram os EUA a bombardearem a região dizendo que os soldados aí presentes eram membros do grupo islamita Al-Shabaab.

“A Puntlândia informou erradamente os EUA e por conseguinte as nossas tropas foram bombardeadas” afirmou o ministro.

O Capitão Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, confirmou o ataque, justificando a sua realização como um ato de legítima defesa, após tropas somali terem disparado sobre soldados norte-americanos que tentavam impedir que uma bomba de fabrico artesanal fosse ativada.

Davis afirmou que nove combatentes do Al-Shabaab foram mortos no ataque e que o Pentágono está a investigar a possível morte de outros. Os Estados Unidos têm vindo a realizar bombardeamentos na Somália visando o grupo Al-Shabaab.

Fotos de Obama em chamas

Um agente da polícia da Puntlândia reportou que o ataque tinha morto mais de uma dúzia de membros do grupo islamita, que combate as autoridades regionais e o Governo somali que é apoiado pelo Ocidente.

O grupo Al-Shabaab negou a presença de combatentes seus na área de Galkayo, a capital da região de Galmudug, onde ocorreu o ataque.

Os cidadãos de Galkayo queimaram bandeiras norte-americanas e fotografias do Presidente Barack Obama em protesto contra o bombardeamento da noite anterior.

Disputas territoriais entre as regiões de Galmudug e Puntlândia são frequentes. A rebelião islamita e o vários conflitos opondo diferentes regiões e clãs somalis contribuem para o arrastar de um conflito que dura desde 1991.