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Espanha. Demitem-se 17 membros da comissão executiva do PSOE

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LUCA PIERGIOVANNI/EPA

Intenção dos críticos é provocar a destituição do atual líder dos socialistas espanhois, Pedro Sánchez

Um total de 17 membros da comissão executiva do PSOE, oposição em Espanha, apresentou esta tarde em Madrid a sua demissão com o objetivo de obrigar à destituição do secretário-geral do partido, Pedro Sánchez.

Com a demissão em bloco, estes críticos do secretário-geral - no total a comissão executiva integrava 38 membros, dois dos quais tinham já saído - esperam ver extinta a comissão, garantindo a destituição de Pedro Sánchez.

Caso este quadro se confirme nas próximas horas, será formada uma comissão de gestão que irá organizar um congresso do PSOE para escolher um novo líder socialista.

Segundo os estatutos do PSOE, se se demitirem metade mais um dos membros da comissão executiva terá de se celebrar um Comité Federal (o órgão mais importante entre congressos) extraordinário para nomear a nova direção do partido.

O passo dado pelo setor crítico de Sánchez acontece três dias antes do Comité Federal que ia decidir sobre a proposta do secretário-geral de realização de primárias a 23 de outubro e um congresso a 1 e 2 de dezembro.

O PSOE tem vivido uma crise interna depois de ter visto diminuir a sua base de apoio nas últimas eleições e de ter impedido o PP (Partido Popular, de direita) de formar Governo sem ter conseguido até agora apresentar uma alternativa viável.

Depois das críticas de vários dirigentes regionais, a posição de Pedro Sánchez ficou ainda mais enfraquecida após ser conhecido o resultado das eleições de domingo na Galiza e País Basco em que os socialistas recuaram para posições historicamente baixas.

Esta mesma quarta-feira, em entrevista ao “Eldiario.es”, Sánchez incentivou todos os críticos da comissão executiva a apresentarem a demissão, declarações depressa criticadas.

As últimas intervenções públicas de Pedro Sánchez são a prova de que “está completamente louco” e que converteu o PSOE “num campo de batalha de uma guerra civil”, afirmou uma fonte dos socialistas críticos, citada pelo “El Pais”.

Se o impasse político em Madrid não for debloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento nacional e convocar novas eleições.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.