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Viagens interplanetárias. O possível início da colonização de Marte

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Um milhão de pessoas a viver em Marte que terão sido transportadas por um foguetão interplanetário, desenvolvido para transportar 100 passageiros de cada vez, entre os dois planetas, numa viagem de 80 dias. Poderia ser o guião de um filme de ficção científica, mas Elon Musk assegura que é possível

“Podemos escolher ficar na Terra para sempre e arriscar a extinção ou tornarmo-nos espécies interplanetárias ao viajarmos no espaço”, declara Elon Musk, diretor da empresa aeroespacial SpaceX, durante a sua intervenção esta terça-feira, no Congresso Internacional de Astronáutica no México, no qual revelou os seus planos para a colonização de Marte.

Musk pretende desenvolver um “mega” foguetão, que seja projetado para o espaço através de um impulsionador reutilizável, capaz de transportar 100 pessoas e carga para o planeta vermelho. Cada uma destas viagens teria uma duração de 80 dias e um custo de 200 mil dólares (178 237 euros), o equivalente a comprar uma casa.

O diretor da SpaceX explica que o preço tem de ser atrativo para atrair voluntários dispostos a fazer a viagem espacial.

Este projeto ambicioso prevê a criação de uma comunidade sustentável em Marte, composta por um milhão de pessoas.

Musk acrescenta ainda que não seria possível criar uma “civilização auto sustentável se um bilhete custasse 10 mil milhões de dólares (cerca de 9 mil milhões de euros) por pessoa”.

A primeira missão está prevista ocorrer em 2018, com o envio de uma cápsula não tripulada, chamada “Dragão Vermelho”, para testar a entrada e os sistemas de aterragem em Marte. A agência espacial NASA já confirmou que apoia esta missão.

Musk adiantou também que espera que as primeiras pessoas possam chegar a Marte em 2024. O diretor da SpaceX não revelou quanto custará à sua empresa o desenvolvimento do sistema de transporte interplanetário.