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Internacional

OMS fala em “emergência sanitária” que atinge nove em cada dez pessoas

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ARUN SANKAR/AFP/Getty Images

É um flagelo e tem de ser combatido com urgência. Quem o diz é a Organização Mundial da Saúde, que publicou um novo relatório com dados preocupantes sobre a qualidade do ar em todo o mundo

Nove em cada dez pessoas respiram ar de fraca qualidade e cerca de três milhões morrem todos os anos devido a complicações causadas pela extrema poluição atmosférica. A conclusão consta de um relatório divulgado, terça-feira, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que fala em “emergência sanitária”.

A OMS refere ainda que a poluição do ar está na origem do agravamento da saúde que pode, por sua vez, conduzir à morte geralmente por problemas cardiovasculares, ataques cardíacos, doença pulmonar crónica e cancro do pulmão.

O estudo teve por base a recolha de amostras em 3000 locais em todo o mundo e permitiu concluir que 90% destes óbitos acontecem sobretudo em países mais pobres ou de médios rendimentos; perto de dois terços no sudeste asiático e nas regiões do Pacífico Ocidental.

“A poluição atmosférica continua a atingir a saúde das populações mais vulneráveis - mulheres, crianças e idosos”, afirmou Flavia Bustreo, da OMS.

O relatório confirma, ainda, que 92 por cento da população mundial vive em áreas onde a qualidade do ar excede os limites máximos impostos pela OMS.

Sustentabilidade, precisa-se

“A poluição em sítios fechados pode ser igualmente mortal. Em 2012, estima-se que tenham morrido 6,5 milhões de pessoas (11,6% das mortes globais) por causa da poluição atmosférica interior e exterior”, refere o documento.

O problema é mais acutilante nas cidades, mas a qualidade do ar nas zonas rurais também deixa muito a desejar.

A poluição “afeta praticamente todos os países do mundo e todas as áreas da sociedade”, explicou Maria Neira, responsável pelo departamento da saúde e ambiente da OMS.

Para combater este flagelo é preciso agir rapidamente, dizem os especialistas. “As soluções residem no recurso aos transportes sustentáveis nas cidades, na gestão de resíduos sólidos, no acesso a combustíveis domésticos e fogões mais amigos do ambiente, bem como no uso de energias renováveis e na redução de emissões industriais (gases com efeito de estufa)”, reforçou aquela responsável.