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“James Bond Alemão” acusado de fraude fiscal

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INA FASSBENDER/EPA

É acusado de ter fugido ao pagamento de impostos colocando mais de 15 milhões de euros em offshores. Mas os seus advogados alegam que as contas em causa foram abertas para financiar as operações secretas que levou a cabo em diversos pontos do planeta

Werner Mauss, o ex-agente secreto conhecido como o “James Bond Alemão”, optou por não fazer qualquer declaração no primeiro dia do julgamento em que está acusado de fraude fiscal.

Atualmente com 76 anos, na versão oficial Mauss foi vendedor de aspiradores, mas essa profissão serviu apenas para encobrir a sua atividade como agente secreto, no âmbito da qual supostamente terá impedido que a máfia envenenasse o papa Bento XVI e libertado reféns detidos pelas FARC colombianas.

Em causa estão mais 15 milhões de euros colocados em offshores. Os advogados de defesa alegam que as contas foram abertas nos anos 1980 pelos serviços secretos israelitas e ocidentais para financiar as operações que levou a cabo ao longo do planeta.

Os advogados dizem ainda não ter podido montar uma defesa adequada por a sua atuação ainda se encontrar abrangida pelos acordos de confidencialidade que estabeleceu.

O tribunal da cidade alemã de Bochum indicou que teve significativas receitas provenientes de investimentos no estrangeiro, entre outubro de 2003 e março de 2013, não as tendo declarado às autoridades fiscais. Se for condenado, incorre numa pena de até 10 anos de prisão.