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Angela Merkel insiste que Europa deve acelerar luta contra a imigração ilegal

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CHRISTIAN BRUNA/EPA

De acordo com o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), mais de 300 mil migrantes e refugiados cruzaram em 2016 o mar Mediterrâneo para chegar à Europa

A chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu este sábado que a Europa deve acelerar a luta contra a imigração ilegal, e multiplicar os acordos de reenvio de refugiados para o país de origem.

"Queremos acabar com a imigração ilegal sem descartar as nossas responsabilidades humanitárias", disse Merkel, após uma reunião em Viena que juntou dez países da rota migratória dos Balcãs. E acrescentou: "É necessário concluir acordos com países terceiros, em particular em África, mas também com o Paquistão e o Afeganistão, para que se torne claro que aqueles que não têm o direito de permanecer na Europa sejam enviados para os seus países de origem".

A "Rota dos Balcãs", da Grécia em direção à Europa Ocidental, foi feita por dezenas de milhar de migrantes, dos quais centenas tentaram diariamente atravessar as fronteiras, monitorizadas de perto ou até fechados por arame farpado. Isto aconteceu particularmente até março último, quando esta rota foi encerrada e quando foi assinado o acordo entre a União Europeia e a Turquia.

De acordo com o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), mais de 300 mil migrantes e refugiados cruzaram em 2016 o mar Mediterrâneo para chegar à Europa, principalmente via Itália, num número muito menor do que as chegadas registadas durante os primeiros nove meses de 2015 (520 mil), mas maior do que o total de 2014 (216.054), segundo a AFP.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, também está presente na capital austríaca e pediu mais solidariedade europeia para com o seu país, onde cerca de 60 mil requerentes de asilo estão bloqueados desde março. Aliás, Merkel comentou precisamente que o sistema de reinstalação de refugiados na Europa, da Grécia e da Itália, é "muito lento".