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Ex-ministro de Lula e de Dilma preso temporariamente

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Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, foi detido esta manhã no âmbito da Operação Lava Jato, suspeito de fraude, corrupção e passagem de recursos a agentes e partidos políticos

O ex-ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, foi detido esta manhã em São Paulo, no âmbito de uma nova fase da operação Lava Jato, denominada como “Arquivo X”.

O ex-ministro responsável pelas finanças dos executivos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff foi acusado de fraude de processo licitatório, corrupção de agentes públicos e passagem de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis por nomeações para a Petrobras. Estas práticas levaram a que empresas se associassem na forma de consórcio para obtenção de contratos de construção de duas plataformas, embora não possuíssem experiência, estruturas ou capacidades para tal, segundo refere a Polícia Federal.

Ainda segundo a mesma fonte, em 2012 Mantega “teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido”.

O ex-ministro foi preso temporariamente por cinco dias, podendo a detenção ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva (neste caso por tempo indeterminado)

Ao todo, foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coerciva (quando alguém é levado para prestar depoimento).

“Nesta fase da operação policial são investigados factos relacionados à contratação pela Petrobras – Petróleo Brasileiro S/A de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas FSPO´s (Floating Storage Offloanding)”, indica ainda o comunicado da Polícia Federal.

José Roberto Batochio, advogado de Guido Mantega, afirmou que polícias foram a casa do ex-ministro, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, para cumprir mandados de busca e apreensão.

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