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Bombardeamento a clínica na Síria mata pelo menos 4 médicos

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Militares do exército sírio inspecionando uma zona próxima de Khan Tuman

GETTY IMAGES

Um dia depois de 20 civis terem morrido devido ao ataque aéreo que atingiu uma coluna de veículos de ajuda humanitária próximo de Alepo, um novo bombardeamento arrasou terça-feira à noite uma clínica que ocupava um edifício de três pisos situado na mesma região

Pelo menos quatro médicos morreram e uma enfermeira ficou em estado crítico devido a um ataque aéreo que arrasou, na terça-feira à noite, uma clínica situada numa aldeia próxima de Alepo.

Os quatro médicos encontravam-se em duas ambulâncias que haviam sido chamadas à clínica para darem assistência a pacientes que necessitavam de tratamentos mais especializados.

O bombardeamento ocorrido às 23h (20h em Lisboa) fez colapsar o edifício que se situava na aldeia de Khan Tuman e é muito provável que se encontrem mais vítimas entre os escombros, segundo as informações avançadas à agência de notícias France Presse pela União das Organizações Sírias de Assistência Médica (UOSAM), para a qual os médicos trabalhavam.

“O edifício tinha três pisos, incluindo a cave. Devido à intensidade do bombardeamento, os três pisos colapsaram e ficaram totalmente destruídos”, referiu Ahmed Dbais, responsável da UOSAM.

Khan Tuman fica situada nas imediações de Urem al-Kubra, a cidade próxima de Alepo em que na segunda-feira 20 civis morreram devido ao ataque aéreo que atingiu uma coluna de auxílio humanitário. Os Estados Unidos haviam responsabilizado a Rússia por esse ataque.

A Síria é atualmente o país mais perigoso do mundo para os profissionais de saúde, tendo 135 clínicas e hospitais sido atacadas no ano passado, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde.

O responsável da UOSAM considerou o ataque “inaceitável”, frisando que “os ataques deliberados a trabalhadores humanitários e a profissionais médicos são uma clara violação da lei humanitária internacional”.

“Nós apelamos à comunidade internacional para que atue rapidamente para pôr fim a estas atrocidades. Demasiadas vidas já foram desperdiçadas”, acrescentou.

A UOSAM foi inicialmente formada por expatriado sírios, sendo atualmente numa organização internacional.