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O republicano George H. W. Bush vai votar na democrata Clinton?

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Mark Wilson

Sobrinha de John F. Kennedy foi quem avançou a informação no Facebook, garantindo mais tarde ao “Politico”: “Foi isso que ele me disse. Porta-voz da família do antigo Presidente não desmente nem confirma a informação

O antigo Presidente norte-americano George H. W. Bush, pai do antecessor de Barack Obama, George W. Bush, poderá vir a engrossar a lista de republicanos que vão optar por votar na democrata Hillary Clinton em detrimento do candidato do seu partido para evitarem uma presidência Trump quando, a 8 de novembro, os norte-americanos forem às urnas escolher o seu próximo líder.

A informação foi avançada no Facebook por Kathleen Hartington Kennedy Townsend, antiga governadora do estado de Maryland e filha de Robert F. Kennedy, o senador que foi assassinado em 1968, cinco anos depois do homicídio de J. F. Kennedy, seu irmão e tio de Townsend, à data Presidente dos EUA.

O site "Politico" aponta que Bush, 92 anos, queria manter o silêncio sobre a sua escolha para a Casa Branca, distanciando-se do crescente descontentamento público dentro do Partido Republicano face à retórica e sucessivas gaffes de Donald Trump, o magnata de imobiliário tornado candidato oficial do Grand Old Party (GOP). Mas na segunda-feira, a democrata da dinastia Kennedy publicou uma imagem no Facebook a apertar a mão a Bush pai sob a legenda: "O Presidente disse-me que vai votar na Hillary!"

Contactada pelo jornal, Townsend disse que se encontrou com H. W. Bush no Maine ontem de manhã e que ele lhe manifestou vontade de tornar pública a sua intenção de voto na candidata democrata. "Foi isso que ele me disse", garantiu ao Politico.

Ao "The Guardian", Jim McGrath, porta-voz da família Bush, disse simplesmente que "o voto do Presidente Bush enquanto cidadão privado dentro de cerca de 50 dias será apenas isso: um voto privado depositado nas urnas dentro de 50 dias. Ele não vai comentar a corrida presidencial neste tempo intermédio."

Em Maio, o homem que liderou os EUA entre 1989 e 1993 tinha declarado publicamente que não ia apoiar Donald Trump, uma postura igualmente assumida pelo seu filho, George W. Bush, que sucedeu ao marido da atual candidata democrata na presidência dos EUA, em 2001. Na altura, McGrath disse ao mesmo jornal britânico que, "aos 91 anos de idade, o Presidente Bush está retirado da política". "Ele naturalmente fez algumas coisas para ajudar Jeb [o seu filho mais novo, que perdeu para Trump nas primárias republicanas], mas essas foram as exceções que confirmaram a regra."