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Jordânia elege esta terça-feira novo parlamento

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KHALIL MAZRAAWI/GETTY

Todos os partidos políticos integram listas, incluido a Irmandade Muçulmana, que boicotou as últimas eleições na Jordânia

Os jordanos são esta terça-feira chamados a elegerem a constituição do novo parlamento, com base no sistema proporcional, na sequência da alteração à lei eleitoral no país.

Todos os partidos políticos integram listas, incluido a Irmandade Muçulmana – através da Frente de Ação Islâmica (FAI) –, que boicotou as últimas eleições por não concordar com o sistema uma pessoa/um voto, que estava em vigor desde 1993.

São 1293 candidatos a concorrer por 130 assentos no parlamento, sendo mais de 80% deles independentes. “Será um voto histórico”, declarou o porta-voz do Governo Mohammad Monami citado pela Al-Jazeera, frisando a importância da alteração à lei eleitoral este ano.

Com muitos eleitores desiludidos com o rumo do país, a comissão eleitoral têm reiterado apelos para os cidadãos participarem no “futuro político da Jordânia” e não contribuirem para uma elevada abstenção.

Estas eleições revelam ainda maior importância numa altura em que se vivem vários problemas a nível regional, como o conflito na Síria, da qual decorre em parte a crise dos refugiados. Vários analistas afirmam que o país quer mostrar ao mundo que tem unidade e que representa a estabilidade na região. Mas esse objetivo só será cumprido caso sejam eleitos representantes dos partidos islâmicos mais moderados.

Para evitar boicotes e outros incidentes, o processo eleitoral contará com a supervisão de uma Comissão Eleitoral Independente (CEI) e mais de uma centena de observadores da União Europeia e de outros países.