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Quase 28 mil professores turcos despedidos em purga do governo de Ancara

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Um grupo de pessoas protesta contra a detenção dos professores

SERTAC KAYAR/ Reuters

Esta segunda-feira, mais de 18 milhões de alunos turcos voltaram à escola após as férias de Verão, marcado por um golpe de Estado falhado a 15 de julho. À chegada à escola cada um recebeu uma brochura sobre “o triunfo da democracia a 15 julho e em memória dos mártires”, um documento preparado pelo ministério da Educação

Quase 28 mil professores foram despedidos na Turquia, por suspeita de ligações aos rebeldes curdos ou ao grupo de Fethullah Gülen, considerado o instigador do golpe falhado de 15 julho, anunciou esta segunda-feira o vice-primeiro-ministro turco.

Dos 850 mil professores na Turquia, "27.715 foram despedidos, 9.465 foram suspensos de funções temporariamente e 455 foram recolocados em funções", indicou o vice-primeiro-ministro, Nurettin Canikli, numa conferência de imprensa em Ancara, no dia em que recomeça o ano escolar turco.

Durante a manhã, mais de 18 milhões de alunos turcos voltaram à escola após as férias de Verão, marcado por um golpe de Estado falhado a 15 de julho, que causou a morte de pelo menos 270 pessoas e deixou feridas quase duas mil outras.

Um fotógrafo da agência France Presse relatou que à chegada à escola cada um dos alunos recebeu uma brochura sobre "o triunfo da democracia a 15 julho e em memória dos mártires", um documento preparado pelo ministério da Educação.

Também cumpriram um minuto de silêncio "em homenagem aos mártires", antes de terem rezado por eles, seguindo as instruções do ministério.

É o primeiro regresso às aulas depois das purgas na administração turca que se seguiu ao golpe falhado, destinadas a "limpar" a influência dos elementos associados ao antigo pregador Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos desde 1999.