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17 pessoas morreram no Congo em marcha contra o Governo

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Kenny Katombe/Reuters

Perante a possibilidade da extensão do mandato de Joseph Kabila, a oposição organizou uma marcha que contou com a participação de milhares de pessoas, para protestar contra a situação

Três polícias e 14 civis morreram durante uma marcha de protesto contra o atual presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, esta segunda-feira, na capital Kinshasa.

O protesto ocorreu numa altura em que se intensifica a pressão local e internacional para que o presidente abandone o cargo quando o mandato terminar legalmente, em dezembro, adianta a Reuters. A oposição acusa Kabila de querer prolongar a estadia no Governo, apesar de já não poder ser reeleito, e protesta ainda contra o adiamento das eleições de novembro para o próximo ano.

Para dispersar a multidão que atirava pedras e gritava “Kabila vai embora”, quando se preparava para avançar em direção ao Parlamento, a polícia recorreu ao uso de gás lacrimogéneo. Georges Kapiamba, diretor da Associação Congolense para o Acesso à Justiça, uma organização não-governamental (ONG), mencionou que as forças de segurança alvejaram sete manifestantes. Foram também detidos dezenas de protestantes.

De acordo com o jornal “The Guardian”, uma freira católica relatou que um polícia terá sido queimado vivo.

Os manifestantes agitavam uma bandeira azul e branca, símbolo do líder da oposição, Étienne Tshisekedi, de 83 anos.

Na segunda maior cidade do Congo, Lubumbashi, verificou-se uma tensão semelhante, com a polícia obrigada a vigiar os edifícios públicos.

Os protestos contra Kabila começaram depois do Tribunal Constitucional ter decretado, em maio passado, que o atual presidente podia continuar com um cargo no Governo para lá do seu mandato.

A data das novas eleições ainda não foi anunciada, mas dificilmente se vão realizar este ano.