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Putin continua bem lançado para as eleições de 2018

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Vladimir Putin acompanhado pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

ALEXEI DRUZHININ/SPUTNIK/KREMLIN POOL

Primeiras projeções das eleições legislativas russas, realizadas este domingo, apontam para uma vitória do Rússia Unida, com mais de 40% dos votos. O resultado é, contudo, inferior ao de 2011

Helena Bento

Jornalista

Os eleitores russos foram este domingo às urnas e as primeiras projeções apontam para uma vitória do partido de Vladimir Putin, com 44,5% dos votos. “Podemos dizer claramente que o nosso partido ganhou”, disse Dmitri Medvedev, primeiro-ministro e cabeça de lista do Rússia Unida, em declarações aos jornalistas, minutos após terem sido divulgados os primeiros resultados.

Em segundo e terceiro lugares, com uma percentagem de votos situada entre os 14% e os 16%, ficou o Partido Liberal Democrata da Rússia (LPDR), de Vladimir Jirinovski, e o Partido Comunista, respetivamente. A quarta oposição foi ocupada pelo partido Rússia Justa, que obteve 8,1% dos votos. A participação nas eleições foi descrita como “fraca”, sobretudo nas duas maiores cidades do país, Moscovo e São Petersburgo, em que a afluência foi inferior à média nacional e à registada nas últimas legislativas, em 2011.

Vladimir Putin tentou desvalorizar isso. A participação pode não ter sido “a mais alta" em comparação com outros atos eleitorais do passado, mas, seja como for, “é alta”, disse o líder russo, acrescentando depois: “Nós sabemos que a vida não é fácil, que há muitos problemas. Mas, ainda assim, conseguimos estes resultados”.

Em 2018, há eleições presidenciais na Rússia e esta ida às urnas foi sendo encarada, portanto, como um teste à popularidade de Putin e à de Dmitri Medvedev. A confirmarem-se estas projeções, poder-se-á dizer que o presidente russo deixa este escrutínio com uma boa avaliação, inferior, contudo, à obtida em 2011, quando conseguiu 49% dos votos.

As eleições deste domingo foram as primeiras a contar com os votos dos habitantes da Crimeia, península que Moscovo, com a reprovação dos Estados Unidos e de todos os Estados-membros da UE, anexou em 2014.

No sábado, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby, disse, aliás, em comunicado, que a administração Obama não vai reconhecer os resultados do ato eleitoral. “Os Estados Unidos não reconhecem legitimidade e não vão reconhecer os resultados das eleições para a Duma planeadas para a Crimeia. A península continua a ser parte integral da Ucrânia, sublinhou o responsável.

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