Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

França e Alemanha apelam à UE para continuar a apoiar países de entrada de refugiados

  • 333

FOTO GETTY

UE deve continuar a ajudar os países de primeira entrada de refugiados, como a Grécia e a Itália, que reclamaram mais solidariedade face à carga migratória

Os ministros do Interior da França e da Alemanha apelaram este domingo à União Europeia para continuar a apoiar os países através dos quais os migrantes entram na Europa, apesar de a questão migratória continuar a dividir a UE.

O ministro do Interior da França Bernard Cazeneuve sublinhou, após uma reunião com o seu homólogo alemão Thomas de Maizière, a “convergência de pontos de vista” dos dois países “sobre a necessidade de a UE continuar a apoiar os países de primeira entrada” - Grécia e Itália - na implementação de “pontos quentes” e de controlos securitários nas fronteiras exteriores da União, assim como do programa de relocalização das pessoas com efetiva necessidade de proteção.

Em setembro de 2015, a UE adotou um plano de distribuição dos refugiados pelo países-membros da União, no qual Alemanha e França estavam envolvidos em primeiro plano, lembrou Bernard Cazeneuve num comunicado.

Um plano a que os quatro países do denominado grupo do Visegrado - Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia - se opõem fortemente.

Na sexta-feira, na reunião de dirigentes europeus em Bratislava, aqueles quatro países voltaram a recusar qualquer mecanismo vinculativo para a distribuição de refugiados, enquanto Grécia e Itália reclamaram mais solidariedade face à carga migratória.

No que respeita à luta contra o terrorismo, França e Alemanha voltarão a insistir, em meados de outubro, durante a reunião de ministros do Interior da UE, na necessidade de uma iniciativa legislativa da Comunidade Europeu relativa à encriptação de mensagens como telegramas.

Os dois ministros irão também exigir a realização de um simulacro por parte do novo corpo europeu de guardas de fronteira e da guarda costeira antes do fim deste ano, de modo a que o mesmo esteja “plenamente operacional o mais rapidamente possível”.

Na segunda-feira, realiza-se a 71.ª assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual serão debatidas questões relacionadas com migrantes e refugiados, assim como a situação na Síria.